UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
A estruturação da cobertura da atenção básica, assim como a organização da rede de urgência e emergência e saúde mental, devem ser prioridade das secretarias municipais de saúde. Assim, usando como exemplo a cidade de Bagre no estado do Pará, com 31.325 habitantes, assinale a alternativa que indica quantas Equipes Saúde da Família - ESF seriam necessárias, assim como, quantas Unidades de Pronto Atendimento- UPA e Centro de Atendimento Psicossocial- CAPS são necessários e quais as repercussões negativas de uma baixa cobertura de um destes três sistemas de atenção à saúde.
Planejamento de saúde: ESF (2-3 mil hab), UPA (porte conforme população), CAPS (tipo conforme porte populacional).
O planejamento da rede de atenção à saúde, incluindo ESF, UPA e CAPS, deve ser baseado em critérios populacionais e diretrizes ministeriais. Cidades menores podem não ter população suficiente para justificar uma UPA de forma isolada, necessitando de consórcios intermunicipais ou hospitais regionais para garantir a cobertura de urgência e emergência.
A estruturação da rede de atenção à saúde, incluindo a Atenção Básica, a Rede de Urgência e Emergência e a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), é fundamental para a efetividade do Sistema Único de Saúde (SUS). O dimensionamento dessas unidades deve seguir diretrizes do Ministério da Saúde, considerando a população e as necessidades locais. Para as Equipes de Saúde da Família (ESF), a recomendação é de uma equipe para cada 2.000 a 3.500 habitantes, sendo 3.000 o ideal. As Unidades de Pronto Atendimento (UPA) são classificadas por porte (I, II, III) e destinam-se a populações específicas. Uma UPA de Porte I é para municípios com população entre 50.000 e 100.000 habitantes. Para municípios com menos de 50.000 habitantes, como o exemplo de Bagre (31.325 habitantes), a implantação de uma UPA isolada não é recomendada pelas diretrizes. Nesses casos, a estratégia é a articulação em consórcios intermunicipais ou a referência para hospitais regionais ou UPAs de maior porte (Tipo III) que atendam a uma região. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) também possuem diferentes modalidades (CAPS I, II, III, AD, i) que se adequam a diferentes portes populacionais e necessidades. A ausência ou baixa cobertura de qualquer um desses sistemas tem repercussões negativas graves: a falta de ESF leva ao descontrole de doenças crônicas e infecciosas; a ausência de UPA aumenta a morbimortalidade por eventos agudos tratáveis; e a carência de CAPS resulta na marginalização de pacientes com transtornos mentais, falta de educação em saúde mental e suporte familiar inadequado. O planejamento integrado e regionalizado é a chave para a oferta de serviços de saúde equitativos e eficazes.
As diretrizes do Ministério da Saúde recomendam que cada ESF seja responsável por uma população de 2.000 a 3.500 pessoas, com uma média ideal de 3.000. Para uma cidade de 31.325 habitantes, seriam necessárias aproximadamente 9 a 16 ESF para uma cobertura adequada.
As UPAs são classificadas por porte (I, II, III) de acordo com a população a ser atendida e a capacidade de atendimento. UPAs de Porte I são para municípios com 50.000 a 100.000 habitantes, Porte II para 100.000 a 200.000, e Porte III para 200.000 a 300.000. Municípios com menos de 50.000 habitantes geralmente não justificam uma UPA isolada, devendo se articular em rede regional.
Uma baixa cobertura da atenção básica resulta em descontrole de doenças crônicas (hipertensão, diabetes), aumento da incidência de doenças infecciosas preveníveis, menor acesso a rastreios e prevenção secundária, e sobrecarga dos serviços de urgência e emergência, elevando custos e piorando desfechos de saúde.
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