Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020
Um paciente foi submetido à hernioplastia inguinal à Linchtenstein, foi utilizado cefazolina 1g IV imediatamente antes do bloqueio anestésico. No retorno ambulatorial apresenta uma equimose extensa em bolsa escrotal. Qual a conduta?
Equimose escrotal pós-hernioplastia inguinal → geralmente benigna, conduta expectante.
Equimoses e pequenos hematomas em bolsa escrotal são achados comuns e benignos após hernioplastia inguinal, especialmente pela dissecção e gravidade. A conduta inicial é expectante, com analgesia e observação, a menos que haja sinais de infecção, sangramento ativo ou comprometimento vascular.
A hernioplastia inguinal, frequentemente realizada pela técnica de Lichtenstein, é um procedimento cirúrgico comum para correção de hérnias. Embora geralmente segura, pode cursar com complicações pós-operatórias. A profilaxia antibiótica com cefazolina é padrão em cirurgias limpas-contaminadas ou com implante de tela. Uma das complicações benignas e mais frequentes é a formação de equimoses ou pequenos hematomas na região inguinal e, por gravidade, na bolsa escrotal. Isso ocorre devido ao extravasamento de sangue dos pequenos vasos durante a dissecção cirúrgica. Na maioria dos casos, esses achados são autolimitados e se resolvem espontaneamente em algumas semanas. A conduta para equimose escrotal extensa, na ausência de sinais de infecção, sangramento ativo ou dor incapacitante, é expectante. Isso inclui analgesia, compressas frias (nas primeiras 24-48h) e orientação ao paciente sobre a evolução natural do quadro. A reabordagem cirúrgica ou drenagem são indicadas apenas em casos de hematomas volumosos, em expansão, com sinais de infecção ou comprometimento vascular, o que é raro.
Sinais de alerta incluem dor intensa e progressiva, aumento rápido do volume, febre, sinais de infecção local ou comprometimento da perfusão tecidual, que podem indicar um hematoma maior ou infecção.
A equimose escrotal é comum devido à dissecção dos tecidos na região inguinal e à ação da gravidade, que leva o sangue extravasado para a bolsa escrotal, uma área de menor resistência.
A reintervenção é rara e geralmente reservada para hematomas volumosos e em expansão que causam dor intensa, comprometimento vascular, ou sinais de infecção que não respondem ao tratamento conservador.
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