HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
Em relação ao equilíbrio hidro salino no paciente cirúrgico, é correto armar entre as alternativas apresentadas:
Reposição volêmica pós-op → evitar déficit e sobrecarga hídrica (risco edema pulmonar).
O manejo de fluidos no paciente cirúrgico é um balanço delicado. Embora a desidratação seja comum, a reposição excessiva pode ser igualmente prejudicial, levando a complicações graves como edema pulmonar, insuficiência cardíaca e disfunção renal, impactando negativamente a recuperação.
O equilíbrio hidrossalino é um pilar fundamental no manejo do paciente cirúrgico, tanto no pré, intra quanto no pós-operatório. A cirurgia e o estresse associado podem levar a alterações significativas na homeostase de fluidos e eletrólitos, tornando a reposição volêmica uma intervenção crítica. Residentes precisam dominar os princípios para evitar complicações que podem comprometer a recuperação do paciente. No pós-operatório, é comum que os pacientes apresentem um déficit de líquidos devido ao jejum prolongado, perdas intraoperatórias (sangue, fluidos para o terceiro espaço) e perdas pós-operatórias (drenos, febre, vômitos). Contudo, a reposição excessiva de fluidos é uma causa frequente de morbidade, resultando em sobrecarga hídrica. Esta pode manifestar-se como edema pulmonar, insuficiência cardíaca congestiva, disfunção renal, edema intestinal (que pode atrasar o retorno do trânsito intestinal) e cicatrização prejudicada. O manejo ideal envolve uma avaliação cuidadosa do estado volêmico do paciente, monitoramento do balanço hídrico, eletrólitos séricos e função renal. A escolha do tipo e volume de fluidos deve ser individualizada, considerando as perdas específicas do paciente e suas comorbidades. Soluções isotônicas balanceadas são frequentemente preferidas, mas a quantidade deve ser titulada para manter a perfusão tecidual adequada sem induzir sobrecarga, visando uma recuperação mais rápida e com menos complicações.
Sinais de sobrecarga hídrica incluem edema periférico, crepitações pulmonares à ausculta, dispneia, aumento da pressão venosa central e ganho de peso. Em casos graves, pode evoluir para edema pulmonar agudo.
O monitoramento envolve o registro preciso de todos os líquidos administrados (orais, intravenosos) e eliminados (urina, drenos, perdas insensíveis estimadas). A avaliação clínica, peso diário e exames laboratoriais (eletrólitos, função renal) são cruciais.
A reposição inadequada, tanto por déficit quanto por excesso, pode levar a complicações graves. O déficit causa hipoperfusão tecidual e choque, enquanto o excesso pode resultar em edema pulmonar, insuficiência cardíaca, disfunção renal e atraso na cicatrização.
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