FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Investir mais recursos financeiros em municípios com níveis de mortalidade infantil mais elevados atende ao princípio da:
Equidade = tratar desiguais de forma desigual para alcançar igualdade de resultados.
O princípio da equidade no SUS busca reduzir as desigualdades sociais e de saúde, destinando mais recursos e atenção a quem mais precisa. No caso da mortalidade infantil, investir em municípios com maiores taxas visa corrigir disparidades e promover a justiça social em saúde.
Os princípios doutrinários do Sistema Único de Saúde (SUS) – universalidade, integralidade e equidade – são pilares fundamentais para a construção de um sistema de saúde justo e acessível. A equidade, em particular, é crucial para enfrentar as profundas desigualdades sociais e regionais presentes no Brasil, que se refletem diretamente nos indicadores de saúde, como a mortalidade infantil. A equidade reconhece que, para alcançar a igualdade de resultados em saúde, não basta oferecer os mesmos serviços a todos (igualdade). É preciso ir além, destinando mais recursos e esforços para aqueles que se encontram em situação de maior vulnerabilidade ou que enfrentam maiores obstáculos para acessar e usufruir dos serviços de saúde. No contexto da mortalidade infantil, isso significa identificar os municípios com as piores taxas e priorizá-los com investimentos em saneamento básico, atenção primária, pré-natal, parto e puerpério. Para residentes, compreender a equidade é essencial para uma prática médica que transcenda o atendimento individual e se insira em uma perspectiva de saúde pública e coletiva. A aplicação desse princípio não só melhora indicadores de saúde, mas também fortalece a coesão social e a justiça, garantindo que o direito à saúde seja uma realidade para todos, especialmente para os mais vulneráveis.
O princípio da equidade significa que o SUS deve tratar os desiguais de forma desigual, ou seja, oferecer mais a quem mais precisa, a fim de reduzir as desigualdades sociais e de saúde e promover a justiça.
A equidade se aplica ao direcionar mais recursos e intervenções para regiões ou populações com maiores taxas de mortalidade infantil, visando corrigir as disparidades e garantir que todas as crianças tenham as mesmas chances de sobreviver e se desenvolver.
A universalidade garante acesso à saúde para todos os cidadãos, independentemente de sua condição. A equidade, por sua vez, complementa a universalidade ao reconhecer que nem todos têm as mesmas necessidades e, portanto, requerem diferentes níveis de atenção e recursos.
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