HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2018
O Programa de Saúde da Família instituiu a Visita Domiciliar, como instrumento diferencial de atuação da equipe. Para estabelecer prioridades na visita, elaborou-se escala de risco familiar a partir das fichas de cadastro dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Tal escala baseia-se em sentinelas de risco que são avaliadas nas visitas domiciliares realizadas pelos ACS. É uma ferramenta útil para priorização das visitas domiciliares de toda equipe e como instrumento de apoio a intervenções no território. A escala de risco familiar atende ao seguinte princípio do SUS:
Priorizar visitas domiciliares por risco familiar no SUS = princípio da Equidade.
A equidade no SUS busca reduzir as desigualdades, oferecendo mais a quem mais precisa. A escala de risco familiar para visitas domiciliares é um exemplo claro, direcionando recursos para famílias com maior vulnerabilidade e necessidade de saúde.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é regido por princípios doutrinários e organizacionais que visam garantir o acesso universal, equitativo e integral à saúde. A Estratégia Saúde da Família (ESF), com a Visita Domiciliar (VD) como um de seus pilares, é um modelo de atenção primária que busca aproximar a equipe de saúde da realidade das famílias e do território, promovendo a saúde e prevenindo doenças. A utilização de uma escala de risco familiar para priorizar as visitas domiciliares é uma aplicação direta do princípio da Equidade. Este princípio reconhece que as pessoas possuem necessidades distintas e que, para alcançar a igualdade de resultados em saúde, é necessário tratar desigualmente os desiguais. Ou seja, aqueles em maior risco ou com maior vulnerabilidade devem receber mais atenção e recursos da equipe de saúde. Diferente da Universalidade (que garante acesso a todos) e da Integralidade (que oferece um conjunto completo de ações), a Equidade foca na justiça social, direcionando os esforços para reduzir as iniquidades em saúde. A escala de risco familiar, ao identificar e priorizar os casos mais complexos ou vulneráveis, otimiza o uso dos recursos da equipe e fortalece a capacidade de resposta do SUS às necessidades específicas da população.
Os princípios doutrinários do SUS são Universalidade (saúde como direito de todos), Integralidade (atenção completa, do preventivo ao curativo) e Equidade (tratar desigualmente os desiguais para reduzir iniquidades e promover justiça social).
Ao identificar famílias com maior vulnerabilidade e necessidades de saúde, a escala permite que a equipe de saúde direcione seus esforços e recursos (como visitas domiciliares) para onde são mais necessários, buscando reduzir as desigualdades em saúde e garantir um cuidado mais justo.
O ACS é fundamental na coleta de dados e identificação das necessidades da comunidade, auxiliando na construção da escala de risco e na priorização das ações, garantindo que as intervenções de saúde cheguem aos grupos mais vulneráveis e necessitados.
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