CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2018
Sobre este exame, podemos afirmar que as lesões retinianas mais provavelmente encontram-se:
Lesões próximas ao equador (ex: Lattice) → ↑ Risco de roturas e descolamento de retina.
A localização equatorial de degenerações retinianas é crítica para o manejo profilático de descolamentos, exigindo mapeamento cuidadoso da periferia.
A anatomia topográfica da retina é dividida em polo posterior, região equatorial e periferia (incluindo a ora serrata). O equador é um marco anatômico fundamental, pois é a zona de transição onde o vítreo possui aderências importantes e onde a espessura retiniana começa a diminuir significativamente em direção à periferia. Lesões como a degeneração lattice, branco sem pressão e buracos atróficos são frequentemente encontradas próximas ao equador. O reconhecimento preciso da localização dessas lesões orienta a necessidade de fotocoagulação a laser profilática, especialmente em pacientes míopes ou com história familiar de descolamento de retina.
O equador da retina é uma linha imaginária que divide a retina em porções anterior e posterior, correspondendo externamente à linha de maior circunferência do globo ocular, onde se localizam as saídas das veias vorticosas.
Muitas degenerações predisponentes ao descolamento de retina, como a degeneração lattice (em paliçada), ocorrem preferencialmente no equador ou logo à frente dele. A tração vítrea nessas áreas pode gerar roturas retinianas.
A extrema periferia estende-se do equador até a ora serrata. Lesões na extrema periferia são mais difíceis de visualizar sem midríase máxima e depressão escleral, enquanto lesões equatoriais são frequentemente visíveis no mapeamento de retina padrão.
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