HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2022
São características da infecção pelo Epstein-Barr Vírus todas as abaixo, exceto:
EBV infecta linfócitos B, não linfócitos T.
O Epstein-Barr Vírus (EBV) é um herpesvírus que classicamente infecta linfócitos B e células epiteliais, estabelecendo latência. A resposta imune celular é crucial para controlar a infecção, e a lesão hepatocelular é uma manifestação comum da mononucleose infecciosa.
O Epstein-Barr Vírus (EBV), um membro da família Herpesviridae, é um patógeno humano ubíquo, conhecido por causar a mononucleose infecciosa. A infecção primária geralmente ocorre na infância ou adolescência e, após a fase aguda, o vírus estabelece uma infecção latente por toda a vida no hospedeiro. O EBV possui um tropismo primário por linfócitos B e células epiteliais da orofaringe. A infecção dos linfócitos B é crucial para a patogênese, levando à sua proliferação e à subsequente resposta imune celular robusta, principalmente por linfócitos T citotóxicos, que são essenciais para controlar a infecção. A lesão hepatocelular, manifestada como hepatomegalia e elevação de transaminases, é um componente comum das manifestações hepáticas da mononucleose. A capacidade do EBV de estabelecer latência nos linfócitos B de memória é uma característica marcante, permitindo sua persistência e potencial reativação. A resposta imune celular é o principal mecanismo de defesa do hospedeiro, controlando a replicação viral e prevenindo a doença grave. A falha em controlar essa infecção pode levar a complicações, incluindo linfomas em imunocomprometidos.
O EBV infecta principalmente os linfócitos B e as células epiteliais da orofaringe, onde pode replicar-se e estabelecer latência, sendo os linfócitos B o principal reservatório para a infecção latente.
A latência viral é um estado em que o vírus persiste no hospedeiro sem replicação ativa, mas com potencial para reativação. O EBV estabelece latência nos linfócitos B de memória, permitindo sua persistência por toda a vida.
A resposta imune celular, especialmente os linfócitos T citotóxicos, é fundamental para controlar a proliferação dos linfócitos B infectados e limitar a doença aguda, bem como prevenir a reativação viral e o desenvolvimento de neoplasias.
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