CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2016
É considerada função do epitélio pigmentado da retina:
EPR = Barreira hematorretiniana externa + Síntese de antioxidantes + Ciclo visual.
O Epitélio Pigmentado da Retina (EPR) desempenha funções metabólicas críticas, incluindo a proteção contra estresse oxidativo e a manutenção da barreira hematorretiniana externa.
O Epitélio Pigmentado da Retina (EPR) é fundamental para a sobrevivência dos fotorreceptores. Ele atua como um zelador metabólico, processando os discos descartados dos segmentos externos dos cones e bastonetes através da fagocitose. Sem essa renovação constante, haveria acúmulo de detritos tóxicos. Além disso, o EPR é o local onde ocorre a isomerização do retinol, etapa vital para que os pigmentos visuais possam ser reativados após a exposição à luz. Clinicamente, disfunções no EPR estão na base de diversas distrofias retinianas e da DMRI, tornando-o um alvo principal para terapias gênicas e farmacológicas modernas.
O Epitélio Pigmentado da Retina (EPR) é uma camada única de células hexagonais altamente especializadas localizadas entre a retina sensorial e a coroide. Suas funções incluem: 1) Absorção de luz dispersa para melhorar a qualidade visual; 2) Transporte transepitelial de nutrientes da coroide para a retina e de resíduos no sentido oposto; 3) Participação crucial no ciclo visual através da regeneração do 11-cis-retinal; 4) Fagocitose e renovação dos segmentos externos dos fotorreceptores; 5) Formação da barreira hematorretiniana externa via zônulas de oclusão; e 6) Secreção de fatores de crescimento e enzimas antioxidantes para proteger a retina contra danos foto-oxidativos.
A retina é um dos tecidos com maior atividade metabólica do corpo e está constantemente exposta a altos níveis de oxigênio e luz, o que gera espécies reativas de oxigênio (EROs). O EPR combate esse estresse oxidativo através da síntese e atividade de enzimas antioxidantes, como a superóxido dismutase, catalase e glutationa peroxidase. Além disso, o EPR contém pigmentos como a melanina, que absorve a luz e sequestra radicais livres. A falha nesses mecanismos de defesa antioxidante está intimamente ligada à patogênese de doenças degenerativas, como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), onde o acúmulo de danos oxidativos leva à disfunção celular.
A barreira hematorretiniana (BHR) é essencial para manter o microambiente estável da retina. A BHR interna é composta pelas junções apertadas (tight junctions) entre as células endoteliais dos capilares retinianos, impedindo a passagem livre de substâncias do sangue para o tecido retiniano. Já a BHR externa é formada pelas junções de oclusão entre as células do Epitélio Pigmentado da Retina (EPR). Esta barreira regula o fluxo de solutos e nutrientes provenientes da coriocapilar em direção aos fotorreceptores. A quebra de qualquer uma dessas barreiras resulta em edema retiniano e perda visual, como observado na retinopatia diabética ou na DMRI exsudativa.
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