CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2010
Em um corte histológico da íris, a camada mais posterior é:
Camada mais posterior da íris = Epitélio pigmentado (continuação do epitélio ciliar não pigmentado).
A íris é composta por estroma anterior e duas camadas epiteliais posteriores intensamente pigmentadas que impedem a transiluminação.
A compreensão da histologia da íris é fundamental para entender patologias como a Síndrome de Dispersão Pigmentar, onde o atrito entre o epitélio pigmentado posterior e as zônulas do cristalino libera pigmento. Anatomicamente, a íris é a porção mais anterior da túnica vascular (úvea). O epitélio posterior da íris é contínuo com o epitélio ciliar não pigmentado, embora na íris ambas as camadas epiteliais (anterior e posterior) sejam fortemente pigmentadas. Essa continuidade embriológica e histológica explica por que certas uveítes ou tumores podem se estender entre essas estruturas.
A íris é dividida em: 1) Camada limitante anterior (condensação do estroma); 2) Estroma iriano (onde se localiza o músculo esfíncter e vasos); 3) Epitélio pigmentado anterior (que contém o músculo dilatador); e 4) Epitélio pigmentado posterior, que é a camada mais interna em contato com a câmara posterior.
Sua principal função é óptica: a densa pigmentação melânica bloqueia a passagem de luz através do tecido da íris, garantindo que a luz entre no olho apenas através da pupila. Defeitos nessa camada podem ser vistos no exame de lâmpada de fenda como transiluminação iriana, comum na síndrome de dispersão pigmentar.
O músculo esfíncter da pupila localiza-se no estroma pupilar profundo, sendo composto por fibras circulares. Já o músculo dilatador da pupila é formado por prolongamentos contráteis das células do epitélio pigmentado anterior (mioepitélio), situando-se logo à frente do epitélio posterior.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo