Epistaxe Recorrente em Crianças: Quando Encaminhar?

SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2022

Enunciado

Noah, 1 ano e 8 meses, comparece ao Centro de Saúde trazido por sua mãe Letícia, com queixa de epistaxe. Ela relata ser o segundo episódio em uma semana, com sangramento vermelho-vivo, que chegou a sujar toda a parte da frente da camiseta. Nega antecedentes patológicos. Ao exame clínico, a criança está consciente, sinais vitais normais e à rinoscopia dificuldade de visualizar narinas pela presença de coágulos, mas sem sangramento ativo. Assinale a alternativa correta em relação à conduta

Alternativas

  1. A) Encaminhar para avaliação em serviço especializado.
  2. B) Remover coágulos para identificar origem do sangramento.
  3. C) Aplicar antisséptico local e tamponar com chumaço de algodão.
  4. D) Tranquilizar, orientar sinais de alarme e liberar.

Pérola Clínica

Epistaxe recorrente ou volumosa em criança → sempre encaminhar para avaliação especializada para investigar causa subjacente.

Resumo-Chave

Episódios de epistaxe em crianças são comuns e geralmente benignos. No entanto, sangramentos recorrentes, volumosos ou que sujam a roupa, como no caso de Noah, exigem uma avaliação mais aprofundada por um especialista. Isso visa descartar causas subjacentes como distúrbios de coagulação, malformações vasculares ou outras condições que necessitem de tratamento específico, indo além da simples hemostasia local.

Contexto Educacional

A epistaxe é uma queixa comum na pediatria, e embora a maioria dos episódios seja autolimitada e de origem benigna (geralmente do plexo de Kiesselbach na porção anterior do septo nasal), episódios recorrentes, volumosos ou que causam preocupação aos pais exigem uma abordagem mais cuidadosa. É fundamental para residentes saberem diferenciar a epistaxe comum daquela que necessita de investigação aprofundada. Os fatores de risco para epistaxe em crianças incluem trauma local (digital, corpos estranhos), ressecamento da mucosa nasal, rinites, infecções de vias aéreas superiores e, menos frequentemente, distúrbios de coagulação (congênitos ou adquiridos), malformações vasculares ou tumores. O caso de Noah, com sangramento que 'sujou toda a parte da frente da camiseta' e recorrência, levanta a suspeita de uma causa subjacente que merece investigação. A conduta inicial para a maioria das epistaxes é a compressão digital das asas nasais. No entanto, em casos de epistaxe recorrente, intensa ou com sinais de alarme, o encaminhamento para avaliação em serviço especializado (otorrinolaringologista ou hematologista, se houver suspeita de coagulopatia) é a conduta mais apropriada. O especialista poderá realizar uma rinoscopia mais detalhada, cauterização, tamponamento ou solicitar exames complementares para identificar e tratar a causa subjacente.

Perguntas Frequentes

Quais são as causas mais comuns de epistaxe em crianças?

A maioria das epistaxes em crianças é benigna e de origem anterior, causada por trauma digital (manipulação do nariz), ressecamento da mucosa nasal, rinite alérgica ou infecções respiratórias. O plexo de Kiesselbach é a área mais frequentemente afetada.

Quais sinais de alarme indicam que uma epistaxe em criança é mais grave?

Sinais de alarme incluem sangramento volumoso que não cede com compressão, recorrência frequente, sangramento de outras mucosas, equimoses ou petéquias, uso de medicamentos que afetam a coagulação, história familiar de distúrbios hemorrágicos ou sinais de anemia. Nesses casos, a avaliação especializada é fundamental.

Qual a conduta inicial para uma epistaxe não grave em casa?

A conduta inicial envolve tranquilizar a criança, sentá-la com a cabeça ligeiramente inclinada para frente (para evitar deglutição de sangue), e aplicar compressão digital firme nas asas nasais por 5 a 10 minutos. Compressas frias no dorso do nariz também podem ajudar.

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