SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2022
A epistaxe é a urgência otorrinolaringológica mais frequente, sendo definida como o sangramento proveniente da mucosa nasal. Sobre a epistaxe, marque a alternativa INCORRETA:
Epistaxe: Maioria dos sangramentos (crianças e adultos) é anterior, do plexo de Kiesselbach; sangramento posterior é menos comum e mais grave.
A epistaxe é uma condição comum, e é crucial diferenciar entre sangramento anterior e posterior. A grande maioria dos casos, tanto em crianças quanto em adultos, tem origem anterior, geralmente do plexo de Kiesselbach. Sangramentos posteriores são menos frequentes, mas tendem a ser mais volumosos e de manejo mais complexo, exigindo atenção especial.
A epistaxe, ou sangramento nasal, é a urgência otorrinolaringológica mais comum, afetando uma parcela significativa da população em algum momento da vida. Sua etiologia é multifatorial, incluindo fatores locais como trauma digital, ressecamento da mucosa, rinites, desvio de septo e corpos estranhos, e fatores sistêmicos como hipertensão arterial, uso de anticoagulantes/antiagregantes, discrasias sanguíneas e doenças hepáticas. Anatomicamente, o suprimento sanguíneo do nariz é rico, proveniente de ramos das artérias carótida interna (artérias etmoidais anterior e posterior) e carótida externa (artérias esfenopalatina, palatina maior, labial superior). A maioria dos sangramentos (cerca de 90-95%) é de origem anterior, geralmente do plexo de Kiesselbach (área de Little), uma anastomose de vasos na porção anteroinferior do septo nasal. Esses sangramentos são tipicamente menos graves e mais fáceis de controlar. Em contraste, a epistaxe posterior, embora menos comum (5-10%), é geralmente mais volumosa, de difícil controle e pode levar a complicações significativas. Ela se origina principalmente da artéria esfenopalatina ou de seus ramos. É um erro comum pensar que a maioria dos sangramentos em adultos é posterior; na verdade, a prevalência de epistaxe anterior ainda é maior em todas as faixas etárias. O manejo inicial da epistaxe anterior envolve compressão digital e inclinação da cabeça para frente, enquanto a posterior pode exigir tamponamento nasal e, em casos refratários, cauterização ou ligadura arterial.
As causas incluem trauma local (digital), rinite seca, uso de medicamentos (anticoagulantes, antiagregantes), hipertensão arterial sistêmica, discrasias sanguíneas e corpos estranhos.
A epistaxe anterior geralmente é visível na parte frontal do nariz, com sangramento unilateral e mais fácil de controlar. A posterior é mais volumosa, pode ser bilateral, escorrer para a orofaringe e é mais difícil de localizar e controlar.
O plexo de Kiesselbach (ou área de Little) é uma rede vascular na porção anteroinferior do septo nasal, sendo o local mais comum de origem da epistaxe anterior, especialmente em crianças.
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