Epistaxe: Causas, Tipos e Manejo do Sangramento Nasal

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2022

Enunciado

A epistaxe é a urgência otorrinolaringológica mais frequente, sendo definida como o sangramento proveniente da mucosa nasal. Sobre a epistaxe, marque a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Dentre as possíveis causas estão problemas de coagulação sanguínea, hipertensão arterial sistêmica, trauma, uso de medicamentos.
  2. B) O trauma local (digital) é o principal causador de epistaxe em crianças.
  3. C) O sangramento nasal pode ter origem de ramos das artérias carótida interna e externa.
  4. D) O sangramento nasal em adultos geralmente é da região posterior do nariz.

Pérola Clínica

Epistaxe: Maioria dos sangramentos (crianças e adultos) é anterior, do plexo de Kiesselbach; sangramento posterior é menos comum e mais grave.

Resumo-Chave

A epistaxe é uma condição comum, e é crucial diferenciar entre sangramento anterior e posterior. A grande maioria dos casos, tanto em crianças quanto em adultos, tem origem anterior, geralmente do plexo de Kiesselbach. Sangramentos posteriores são menos frequentes, mas tendem a ser mais volumosos e de manejo mais complexo, exigindo atenção especial.

Contexto Educacional

A epistaxe, ou sangramento nasal, é a urgência otorrinolaringológica mais comum, afetando uma parcela significativa da população em algum momento da vida. Sua etiologia é multifatorial, incluindo fatores locais como trauma digital, ressecamento da mucosa, rinites, desvio de septo e corpos estranhos, e fatores sistêmicos como hipertensão arterial, uso de anticoagulantes/antiagregantes, discrasias sanguíneas e doenças hepáticas. Anatomicamente, o suprimento sanguíneo do nariz é rico, proveniente de ramos das artérias carótida interna (artérias etmoidais anterior e posterior) e carótida externa (artérias esfenopalatina, palatina maior, labial superior). A maioria dos sangramentos (cerca de 90-95%) é de origem anterior, geralmente do plexo de Kiesselbach (área de Little), uma anastomose de vasos na porção anteroinferior do septo nasal. Esses sangramentos são tipicamente menos graves e mais fáceis de controlar. Em contraste, a epistaxe posterior, embora menos comum (5-10%), é geralmente mais volumosa, de difícil controle e pode levar a complicações significativas. Ela se origina principalmente da artéria esfenopalatina ou de seus ramos. É um erro comum pensar que a maioria dos sangramentos em adultos é posterior; na verdade, a prevalência de epistaxe anterior ainda é maior em todas as faixas etárias. O manejo inicial da epistaxe anterior envolve compressão digital e inclinação da cabeça para frente, enquanto a posterior pode exigir tamponamento nasal e, em casos refratários, cauterização ou ligadura arterial.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de epistaxe?

As causas incluem trauma local (digital), rinite seca, uso de medicamentos (anticoagulantes, antiagregantes), hipertensão arterial sistêmica, discrasias sanguíneas e corpos estranhos.

Como diferenciar a epistaxe anterior da posterior?

A epistaxe anterior geralmente é visível na parte frontal do nariz, com sangramento unilateral e mais fácil de controlar. A posterior é mais volumosa, pode ser bilateral, escorrer para a orofaringe e é mais difícil de localizar e controlar.

Qual a importância do plexo de Kiesselbach na epistaxe?

O plexo de Kiesselbach (ou área de Little) é uma rede vascular na porção anteroinferior do septo nasal, sendo o local mais comum de origem da epistaxe anterior, especialmente em crianças.

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