Epistaxe Anterior vs. Posterior: Diferenciação e Manejo

SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2023

Enunciado

Durante a avaliação da queixa de epistaxe e definição da conduta a ser seguida, deve-se fazer a diferenciação entre epistaxe anterior e posterior. Sobre essas duas formas de apresentação da epistaxe, pode-se afirmar que:

Alternativas

  1. A) no manejo inicial da epistaxe anterior, é recomendado que o paciente mantenha-se sentado, com a cabeça fletida para trás
  2. B) a epistaxe posterior é a forma mais comum, sendo frequentemente encontrada em pacientes na atenção primária à saúde
  3. C) uma forma eficiente de confirmar a origem anterior da epistaxe é encontrar o foco de sangramento na mucosa nasal por meio de exame especular das narinas
  4. D) em caso de suspeita de epistaxe posterior, deve-se fazer o tamponamento posterior e observação ambulatorial do paciente com retorno em 24 a 48 horas

Pérola Clínica

Epistaxe anterior = foco visível no exame especular (Plexo de Kiesselbach); posterior = sangramento profuso, bilateral, difícil controle, escorre para orofaringe.

Resumo-Chave

A diferenciação entre epistaxe anterior e posterior é fundamental para o manejo. A epistaxe anterior, mais comum, geralmente origina-se do plexo de Kiesselbach e pode ser visualizada e tratada localmente. A epistaxe posterior, menos frequente, mas mais grave, origina-se de artérias mais profundas (ex: esfenopalatina) e se manifesta por sangramento profuso, bilateral e que escorre para a orofaringe, exigindo tamponamento posterior e, frequentemente, internação.

Contexto Educacional

A epistaxe é classificada em anterior ou posterior com base na localização da fonte do sangramento, o que tem implicações diretas no seu manejo. A epistaxe anterior, responsável por cerca de 90% dos casos, geralmente se origina do plexo de Kiesselbach, uma rede vascular na porção anteroinferior do septo nasal. É tipicamente menos grave e pode ser controlada com medidas locais. A epistaxe posterior, embora menos comum (cerca de 10%), é mais grave e frequentemente envolve as artérias esfenopalatina ou etmoidais. O sangramento é geralmente profuso, pode ser bilateral e escorre predominantemente para a orofaringe, dificultando a visualização da fonte e o controle. Pacientes com epistaxe posterior frequentemente necessitam de tamponamento nasal posterior e internação hospitalar. A diferenciação é crucial. O exame especular das narinas, com boa iluminação e aspiração, permite identificar a fonte anterior do sangramento na maioria dos casos. Se a fonte não for visível e o sangramento for intenso e posterior, a suspeita de epistaxe posterior é alta. O manejo inicial da epistaxe anterior envolve compressão digital e inclinação da cabeça para frente, enquanto a posterior exige intervenções mais complexas e especializadas.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença clínica entre epistaxe anterior e posterior?

A epistaxe anterior é mais comum, geralmente unilateral, e o sangramento é visível pela narina. A epistaxe posterior é menos comum, mais profusa, frequentemente bilateral, e o sangue escorre para a orofaringe, podendo ser difícil de controlar.

Onde se localiza o plexo de Kiesselbach e qual sua importância na epistaxe?

O plexo de Kiesselbach (ou área de Little) localiza-se na porção anteroinferior do septo nasal e é o local mais comum de sangramento na epistaxe anterior devido à sua rica vascularização e exposição a traumas.

Quais são as condutas iniciais para o manejo da epistaxe posterior?

O manejo da epistaxe posterior geralmente requer tamponamento nasal posterior (com balão ou gaze), que pode ser doloroso e necessitar de sedação, além de internação hospitalar para monitoramento e, por vezes, ligadura arterial ou embolização.

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