SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2023
Durante a avaliação da queixa de epistaxe e definição da conduta a ser seguida, deve-se fazer a diferenciação entre epistaxe anterior e posterior. Sobre essas duas formas de apresentação da epistaxe, pode-se afirmar que:
Epistaxe anterior = foco visível no exame especular (Plexo de Kiesselbach); posterior = sangramento profuso, bilateral, difícil controle, escorre para orofaringe.
A diferenciação entre epistaxe anterior e posterior é fundamental para o manejo. A epistaxe anterior, mais comum, geralmente origina-se do plexo de Kiesselbach e pode ser visualizada e tratada localmente. A epistaxe posterior, menos frequente, mas mais grave, origina-se de artérias mais profundas (ex: esfenopalatina) e se manifesta por sangramento profuso, bilateral e que escorre para a orofaringe, exigindo tamponamento posterior e, frequentemente, internação.
A epistaxe é classificada em anterior ou posterior com base na localização da fonte do sangramento, o que tem implicações diretas no seu manejo. A epistaxe anterior, responsável por cerca de 90% dos casos, geralmente se origina do plexo de Kiesselbach, uma rede vascular na porção anteroinferior do septo nasal. É tipicamente menos grave e pode ser controlada com medidas locais. A epistaxe posterior, embora menos comum (cerca de 10%), é mais grave e frequentemente envolve as artérias esfenopalatina ou etmoidais. O sangramento é geralmente profuso, pode ser bilateral e escorre predominantemente para a orofaringe, dificultando a visualização da fonte e o controle. Pacientes com epistaxe posterior frequentemente necessitam de tamponamento nasal posterior e internação hospitalar. A diferenciação é crucial. O exame especular das narinas, com boa iluminação e aspiração, permite identificar a fonte anterior do sangramento na maioria dos casos. Se a fonte não for visível e o sangramento for intenso e posterior, a suspeita de epistaxe posterior é alta. O manejo inicial da epistaxe anterior envolve compressão digital e inclinação da cabeça para frente, enquanto a posterior exige intervenções mais complexas e especializadas.
A epistaxe anterior é mais comum, geralmente unilateral, e o sangramento é visível pela narina. A epistaxe posterior é menos comum, mais profusa, frequentemente bilateral, e o sangue escorre para a orofaringe, podendo ser difícil de controlar.
O plexo de Kiesselbach (ou área de Little) localiza-se na porção anteroinferior do septo nasal e é o local mais comum de sangramento na epistaxe anterior devido à sua rica vascularização e exposição a traumas.
O manejo da epistaxe posterior geralmente requer tamponamento nasal posterior (com balão ou gaze), que pode ser doloroso e necessitar de sedação, além de internação hospitalar para monitoramento e, por vezes, ligadura arterial ou embolização.
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