USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2020
Lactente feminino, 4 meses de idade, é levada a UBS pela mãe, que deseja orientações sobre vacinação. A mãe refere que a criança apresentou com um quadro de palidez intensa, associado a hipotonia generalizada, iniciado 6 horas após a aplicação da vacina dos 2 meses de vida. Refere que a criança não reagia quando estimulada. À época, a mãe levou a criança ao serviço de saúde, mas o episódio se resolveu antes da chegada ao hospital. A criança foi avaliada, permaneceu em observação por algumas horas e depois foi liberada. Evoluiu bem, sem novos episódios. Atualmente com desenvolvimento neuropsicomotor adequado para a idade. Levando em consideração os dados informados pela mãe, a conduta é:
EHH pós-DTP → substituir por DTPa em doses futuras para minimizar risco de recorrência.
O episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH) é uma reação adversa rara, mas conhecida, da vacina DTP de células inteiras. Embora não seja uma contraindicação absoluta para vacinação futura, a recomendação é substituir a DTP por DTPa (acelular) nas doses subsequentes para manter a proteção contra difteria, tétano e coqueluche com menor risco de EHH.
O episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH) é um evento adverso raro, mas importante, associado principalmente à vacina DTP de células inteiras. Caracteriza-se por um início abrupto de palidez, hipotonia e diminuição da responsividade, geralmente nas primeiras horas ou dias após a vacinação, com recuperação espontânea e completa. É crucial para pediatras e residentes reconhecerem essa condição e saberem como proceder. A fisiopatologia exata do EHH não é totalmente compreendida, mas acredita-se estar relacionada a componentes da vacina DTP de células inteiras. O diagnóstico é clínico, baseado na história de um evento súbito de hipotonia e hiporresponsividade após a vacinação. É fundamental diferenciar de outras causas de colapso em lactentes para um manejo adequado. A conduta após um EHH é substituir as doses subsequentes da vacina DTP de células inteiras pela vacina DTPa (acelular), que possui um perfil de segurança superior em relação a essa reação. O prognóstico do EHH é excelente, sem sequelas neurológicas a longo prazo, e a vacinação deve ser mantida com a DTPa para garantir a proteção contra difteria, tétano e coqueluche.
O EHH é caracterizado por palidez intensa, hipotonia generalizada e diminuição da responsividade, geralmente ocorrendo nas primeiras 48 horas após a vacinação, com recuperação completa e espontânea.
Após um EHH associado à vacina DTP de células inteiras, a recomendação é substituir as doses futuras da DTP pela vacina DTPa (acelular), que tem menor risco de causar essa reação adversa.
Não, o EHH não contraindica outras vacinas. A modificação ou restrição é específica para a vacina DTP de células inteiras, sendo a DTPa uma alternativa segura para a proteção contra difteria, tétano e coqueluche.
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