HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2022
Sobre o parto pode-se afirmar que:
Episiotomia de rotina não melhora resultados perinatais nem reduz asfixia fetal.
A episiotomia de rotina é uma prática desaconselhada pelas evidências atuais, pois não oferece benefícios significativos em comparação com a episiotomia seletiva e pode aumentar o risco de complicações maternas. A Manobra de Kristeller também é contraindicada devido aos riscos maternos e fetais.
O manejo do parto é um tema crucial na obstetrícia, com constantes atualizações baseadas em evidências para otimizar os resultados maternos e perinatais. Práticas como a Manobra de Kristeller e a episiotomia de rotina, outrora comuns, são hoje desaconselhadas devido aos riscos associados e à falta de benefício comprovado. A compreensão das indicações e contraindicações de cada intervenção é fundamental para a segurança da paciente. A Manobra de Kristeller, por exemplo, envolve a aplicação de pressão fúndica para auxiliar na expulsão fetal, mas está associada a um aumento significativo de complicações maternas (ruptura uterina, lacerações) e fetais (trauma, asfixia). Da mesma forma, a episiotomia de rotina não se mostrou superior à episiotomia seletiva na prevenção de lacerações graves e pode levar a maior dor pós-parto, infecção e dispareunia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma taxa de episiotomia não superior a 10%. O partograma é uma ferramenta essencial para o monitoramento do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de distócias. Sua abertura deve ocorrer na fase ativa do trabalho de parto, e as linhas de alerta e ação servem para indicar a necessidade de reavaliação e intervenção. A linha de ação é traçada 4 horas após a linha de alerta, e não 5 horas, como mencionado na alternativa incorreta. A adoção de práticas baseadas em evidências, como o uso seletivo da episiotomia e o monitoramento adequado do partograma, contribui para um parto mais seguro e humanizado.
A Manobra de Kristeller está associada a riscos maternos como lacerações perineais, ruptura uterina e inversão uterina, além de riscos fetais como fraturas e asfixia, sendo contraindicada pelas principais diretrizes.
A episiotomia de rotina não demonstrou reduzir a incidência de lacerações perineais graves ou melhorar os resultados perinatais, e pode aumentar o risco de dor, infecção, dispareunia e lacerações de 3º e 4º graus.
O partograma deve ser aberto na fase ativa do trabalho de parto, ou seja, com dilatação cervical de 5 cm ou mais em nulíparas e 4 cm ou mais em multíparas, e contrações uterinas efetivas.
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