HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2020
Com relação ao uso da episiotomia no parto vaginal, assinale a alternativa CORRETA:
Episiotomia mediana ↑ risco de lacerações perineais graves (grau III/IV) e lesão do esfíncter anal.
A episiotomia mediana, embora mais fácil de reparar e menos dolorosa a curto prazo, apresenta um risco significativamente maior de extensão para o esfíncter anal e reto, resultando em lacerações de terceiro e quarto graus, com potenciais complicações a longo prazo.
A episiotomia é um procedimento cirúrgico que consiste na incisão do períneo durante o parto vaginal para ampliar o orifício vulvar. Historicamente, foi utilizada de forma rotineira, mas as evidências atuais desaconselham essa prática devido à falta de benefícios comprovados e ao aumento de morbidade materna. A episiotomia mediolateral é a técnica preferencial quando o procedimento é necessário, devido ao menor risco de extensão para o esfíncter anal. Existem dois tipos principais de episiotomia: mediana e mediolateral. A episiotomia mediana é realizada na linha média do períneo, em direção ao ânus. Embora seja mais fácil de reparar e menos dolorosa no pós-parto imediato, ela está associada a um risco significativamente maior de lacerações de terceiro e quarto graus, que envolvem o esfíncter anal e/ou a mucosa retal. Essas lacerações podem levar a complicações graves e de longo prazo, como incontinência fecal e dor crônica. As diretrizes atuais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de outras entidades médicas recomendam o uso restritivo da episiotomia, ou seja, apenas quando há uma indicação clínica clara, como sofrimento fetal agudo, parto instrumental ou risco iminente de laceração perineal grave. O objetivo é preservar a integridade do períneo e reduzir as complicações maternas, promovendo um parto mais fisiológico e seguro.
A episiotomia mediana segue a linha média do períneo, que é uma área de menor resistência e está em continuidade direta com o esfíncter anal e o reto, facilitando a extensão da incisão para essas estruturas.
As lacerações de terceiro e quarto graus podem levar a incontinência fecal, dor perineal crônica, dispareunia e fístulas reto-vaginais, impactando significativamente a qualidade de vida da mulher.
Não, a episiotomia não é indicada rotineiramente. As diretrizes atuais recomendam o uso restritivo da episiotomia, reservando-a para situações específicas onde há risco iminente de laceração grave ou necessidade de acelerar o parto.
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