HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
O uso da episiotomia caiu nos últimos 30 anos, devido ao seu uso restrito ao invés de rotineiro. Entretanto, este ainda é um procedimento comum na prática médica. A indicação de episiotomia NÃO pode ser considerada nos casos de:
Episiotomia: NÃO indicada em CIUR. Indicada em distocia de ombro, parto operatório, feto macrossômico.
A episiotomia, antes rotineira, hoje é restrita a indicações específicas. Crescimento intrauterino restrito (CIUR) não é uma indicação para episiotomia, pois o feto já é pequeno e o risco de laceração grave não é aumentado por seu tamanho.
A episiotomia, incisão cirúrgica do períneo para ampliar o canal de parto, foi por muito tempo um procedimento rotineiro na obstetrícia. No entanto, evidências científicas recentes demonstraram que seu uso rotineiro não traz benefícios e, na verdade, aumenta o risco de complicações maternas, como lacerações mais graves, dor pós-parto e disfunções do assoalho pélvico. Atualmente, a recomendação é para o uso restritivo e seletivo da episiotomia. As indicações para episiotomia devem ser cuidadosamente avaliadas e incluem situações onde há um risco iminente de laceração perineal grave ou necessidade de acelerar o parto por sofrimento fetal. Exemplos clássicos são a distocia de ombro, onde a episiotomia pode facilitar as manobras de desprendimento, e o parto vaginal operatório, que exige maior espaço. Feto macrossômico também pode ser uma indicação, embora a evidência seja menos robusta. Por outro lado, o crescimento intrauterino restrito (CIUR) não é uma indicação para episiotomia. Fetos com CIUR são menores e, portanto, não representam um risco aumentado de lacerações perineais que justifiquem a incisão. Residentes devem estar cientes das diretrizes atuais e evitar a prática da episiotomia rotineira, priorizando a proteção do períneo e a individualização da conduta para cada paciente.
As indicações atuais para episiotomia são restritas e incluem distocia de ombro, parto vaginal operatório (fórceps ou vácuo-extrator), apresentação pélvica e, em alguns casos, feto macrossômico, visando prevenir lacerações graves ou facilitar o parto.
No CIUR, o feto já apresenta peso abaixo do esperado para a idade gestacional. Não há benefício em realizar episiotomia, pois o tamanho fetal reduzido não aumenta o risco de lacerações perineais graves que a episiotomia visa prevenir.
A episiotomia rotineira está associada a maiores riscos de lacerações perineais de terceiro e quarto graus, dor perineal pós-parto, dispareunia, infecção e incontinência anal, sem benefício comprovado em comparação com a conduta expectante.
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