Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021
Marque V (verdadeiro) ou F (falso) com relação às técnicas da episiorrafia: ( ) A fim de evitar complicações, a ligadura individual de possíveis vasos com sangramento local é recomendada. ( ) O posicionamento adequado e iluminação do sítio cirúrgico devem ser satisfatórios durante o fechamento. ( ) A sutura com catgut tem apresentado resultados superiores quanto à deiscência e à dor, quando comparada à poligalactina. ( ) O uso da técnica de fechamento contínuo da episiotomia tem sido relacionado com menor uso de analgésicos no pós parto. Assinale a alternativa correta:
Episiorrafia: Fios sintéticos absorvíveis (poligalactina) e sutura contínua ↓ dor e deiscência.
Na episiorrafia, a hemostasia rigorosa e a boa visualização são cruciais. Fios sintéticos absorvíveis como a poligalactina são superiores ao catgut, que causa mais dor e reação. A técnica de sutura contínua é preferível à interrompida, pois está associada a menor dor pós-parto e menor necessidade de analgésicos.
A episiorrafia é o procedimento de reparo cirúrgico da episiotomia, uma incisão realizada no períneo para ampliar o canal de parto. A técnica correta de episiorrafia é crucial para garantir uma boa cicatrização, minimizar a dor pós-parto e prevenir complicações como deiscência, infecção e dispareunia. O conhecimento dos princípios cirúrgicos e a escolha adequada dos materiais são fundamentais para o sucesso do procedimento. Durante a episiorrafia, a hemostasia rigorosa, com ligadura individual de vasos sangrantes, é essencial para evitar a formação de hematomas. O posicionamento adequado da paciente e uma iluminação satisfatória do campo cirúrgico são igualmente importantes para permitir uma visualização clara das camadas teciduais e um reparo anatômico preciso. A escolha do fio de sutura também impacta diretamente o resultado; fios sintéticos absorvíveis, como a poligalactina (Vicryl), são amplamente preferidos em detrimento do catgut, que é associado a maior reação inflamatória e dor. Em relação à técnica de sutura, o fechamento contínuo da episiotomia tem demonstrado resultados superiores em comparação com a sutura interrompida. Estudos indicam que a sutura contínua está associada a menor dor no pós-parto e menor necessidade de analgésicos, além de um menor risco de deiscência. Dominar essas técnicas é vital para o residente de obstetrícia, visando o melhor cuidado e recuperação da paciente no puerpério.
A hemostasia adequada, com ligadura individual de vasos sangrantes, é fundamental para prevenir a formação de hematomas e sangramentos excessivos no pós-parto, que são complicações comuns e podem causar dor e infecção.
A poligalactina é um fio sintético absorvível que causa menor reação tecidual, menos dor e melhor cicatrização em comparação com o catgut, que é de origem animal e está associado a maior inflamação e desconforto.
A sutura contínua na episiorrafia tem sido associada a menor dor pós-parto, menor necessidade de analgésicos e menor risco de deiscência da ferida, proporcionando um melhor conforto para a paciente.
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