Epinefrina na Reanimação Neonatal: Dose e Via Corretas

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2022

Enunciado

Na sala de parto, um bebê de 37 semanas nasceu em parada cardiorrespiratória, feito os cuidados iniciais preconizados pelo Programa de Reanimação Neonatal, a frequência cardíaca permanece abaixo de 60 bpm mesmo após ventilação adequada e massagem cardíaca efetiva. O pediatra precisará fazer Epinefrina durante o processo de reanimação. A diluição, dose e melhor via recomendadas são respectivamente:

Alternativas

  1. A) 1:1.000 – 0,1-0,3 ml/kg/dose – veia umbilical.
  2. B) 1:10.000 – 0,1-0,3 ml/kg/dose – veia umbilical.
  3. C) 1:10.000 – 0,1-0,3 ml/kg/dose – endotraqueal.
  4. D) 1:1000 – 0,1-0,3 ml/kg/dose – endotraqueal.

Pérola Clínica

PCR neonatal, FC < 60 bpm pós-VPP e massagem → Epinefrina IV: 1:10.000, 0,1-0,3 mL/kg, via umbilical.

Resumo-Chave

Na reanimação neonatal, se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 bpm após 30 segundos de ventilação com pressão positiva e 60 segundos de massagem cardíaca efetiva, a epinefrina intravenosa é indicada. A diluição correta é 1:10.000, a dose é de 0,1-0,3 mL/kg, e a via preferencial é a veia umbilical.

Contexto Educacional

A reanimação neonatal é um processo crítico que exige conhecimento e agilidade para garantir a sobrevida e minimizar sequelas neurológicas em recém-nascidos com depressão cardiorrespiratória ao nascimento. O Programa de Reanimação Neonatal (PRN) estabelece uma sequência padronizada de intervenções, começando com ventilação com pressão positiva (VPP) e, se necessário, massagem cardíaca. A epinefrina é o fármaco mais importante na reanimação quando essas medidas iniciais falham. A indicação de epinefrina ocorre quando a frequência cardíaca permanece abaixo de 60 bpm após 30 segundos de VPP adequada e 60 segundos de massagem cardíaca efetiva. A fisiopatologia da bradicardia persistente reflete uma hipóxia-isquemia miocárdica grave, e a epinefrina atua como um potente vasopressor e estimulante cardíaco, aumentando a frequência e contratilidade miocárdica. A dose recomendada de epinefrina intravenosa é de 0,1 a 0,3 mL/kg da diluição 1:10.000 (0,01 a 0,03 mg/kg). A via preferencial é a veia umbilical, através de um cateter umbilical venoso. A via endotraqueal (0,5 a 1 mL/kg da diluição 1:10.000) é uma alternativa se o acesso venoso não puder ser obtido rapidamente, mas é menos confiável e eficaz. É crucial que os residentes dominem esses detalhes para uma reanimação neonatal bem-sucedida.

Perguntas Frequentes

Quando a epinefrina é indicada na reanimação neonatal?

A epinefrina é indicada quando a frequência cardíaca do recém-nascido permanece abaixo de 60 batimentos por minuto, apesar de ventilação com pressão positiva adequada e massagem cardíaca efetiva por pelo menos 60 segundos.

Qual a diferença entre a diluição 1:1.000 e 1:10.000 da epinefrina na reanimação?

A diluição 1:10.000 (0,1 mg/mL) é a recomendada para a via intravenosa na reanimação neonatal, permitindo uma dose mais precisa e segura. A diluição 1:1.000 (1 mg/mL) é mais concentrada e usada para outras indicações ou, em último caso, para via endotraqueal com dose maior.

Por que a veia umbilical é a via preferencial para a epinefrina na reanimação neonatal?

A veia umbilical oferece um acesso venoso central rápido e relativamente fácil de ser estabelecido em um recém-nascido em parada, garantindo a entrega eficaz do medicamento ao sistema circulatório central para ação rápida.

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