Epilepsia Rolândica: Prevalência e Características na Infância

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021

Enunciado

A epilepsia é um dos transtornos neurológicos de maior prevalência no mundo. Considerando a epilepsia rolândica, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Esse é o tipo mais comum de desordem epiléptica da infância, afetando entre 15% e 25% das crianças com o distúrbio.
  2. B) É um tipo de epilepsia que não acomete crianças e adolescentes.
  3. C) Só acomete crianças a partir dos 7 anos.
  4. D) Só acomete crianças até os 7 anos.

Pérola Clínica

Epilepsia Rolândica = tipo mais comum de epilepsia na infância (15-25%).

Resumo-Chave

A epilepsia rolândica, também conhecida como epilepsia benigna da infância com pontas centrotemporais (BECTS), é a síndrome epiléptica mais frequente na faixa etária pediátrica, caracterizada por crises focais que ocorrem predominantemente durante o sono.

Contexto Educacional

A epilepsia rolândica, ou epilepsia benigna da infância com pontas centrotemporais (BECTS), é a síndrome epiléptica mais comum na infância, representando 15% a 25% de todas as epilepsias pediátricas. É uma condição idiopática, geneticamente determinada, com um curso benigno e excelente prognóstico. O reconhecimento desta síndrome é crucial para evitar investigações e tratamentos excessivos. As crises na epilepsia rolândica são tipicamente focais, motoras ou sensitivas, afetando a face, língua e orofaringe, podendo causar dificuldade para falar, salivação excessiva e contrações unilaterais. Frequentemente ocorrem durante o sono ou ao despertar. O eletroencefalograma (EEG) é característico, mostrando descargas de ponta-onda de alta amplitude nas regiões centrotemporais, que se ativam com o sono. O tratamento nem sempre é necessário, especialmente se as crises são raras e leves. Quando indicado, anticonvulsivantes como carbamazepina, oxcarbazepina ou levetiracetam podem ser utilizados. A maioria das crianças tem remissão espontânea das crises na puberdade, sem sequelas neurológicas ou cognitivas a longo prazo, o que reforça o caráter benigno da condição.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas da epilepsia rolândica?

As crises são tipicamente focais, envolvendo a face e a orofaringe (parestesias, contrações), podendo evoluir para generalização secundária. Ocorrem predominantemente durante o sono ou ao despertar.

Qual a idade de início mais comum da epilepsia rolândica?

Geralmente, a epilepsia rolândica se manifesta entre os 3 e 13 anos de idade, com pico de incidência entre 6 e 8 anos.

Qual o prognóstico da epilepsia rolândica?

O prognóstico é excelente, sendo considerada uma epilepsia benigna da infância. A maioria das crianças tem remissão espontânea das crises na adolescência, e o desenvolvimento neuropsicomotor é geralmente normal.

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