Epilepsia Neonatal: Diagnóstico e Padrão-Ouro com EEG

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026

Enunciado

A respeito das asserções, assinale a opção correta: I. O padrão ouro para diagnóstico de epilepsia no período neonatal é o eletroencefalograma. PORQUE II. Em neonatos, o diagnóstico de epilepsia pode ser dificultado pelas inúmeras formas de apresentação: desvio ocular, movimentos tônicos e/ou clônicos, com ou sem abalos dos membros, apneia e abalos. A respeito das asserções acima, assinale a opção correta:

Alternativas

  1. A) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
  2. B) A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
  3. C) As asserções I e II são proposições falsas.
  4. D) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é justificativa correta da I.
  5. E) As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa correta:

Pérola Clínica

EEG contínuo = padrão-ouro na epilepsia neonatal devido à frequente dissociação clínico-eletrográfica.

Resumo-Chave

O diagnóstico clínico de crises neonatais é impreciso; muitas crises elétricas não possuem manifestação motora visível, tornando o EEG indispensável para confirmação e manejo terapêutico.

Contexto Educacional

As crises neonatais são frequentemente o primeiro sinal de uma disfunção neurológica grave, como encefalopatia hipóxico-isquêmica, erros inatos do metabolismo ou malformações corticais. A literatura médica atual enfatiza que a observação clínica isolada falha em identificar a maioria das crises, subestimando a carga ictal total. O uso do EEG, preferencialmente de amplitude integrada (aEEG) ou vídeo-EEG contínuo, é o pilar para o diagnóstico preciso e ajuste da terapia anticonvulsivante, visando minimizar o dano cerebral secundário.

Perguntas Frequentes

Por que o diagnóstico clínico de crises neonatais é difícil?

O diagnóstico clínico é desafiador porque o sistema nervoso do neonato é imaturo, resultando em apresentações sutis como desvios oculares, apneias ou movimentos mastigatórios. Além disso, muitos movimentos normais do recém-nascido podem mimetizar crises, e cerca de 80% das crises elétricas no período neonatal não apresentam manifestações motoras evidentes (dissociação clínico-eletrográfica).

Qual a importância da monitorização por EEG contínuo?

A monitorização contínua (ou vídeo-EEG) é essencial para detectar crises subclínicas, quantificar a carga de crises (seizure burden) e diferenciar eventos epilépticos de movimentos fisiológicos ou reflexos. Como o tratamento farmacológico (ex: fenobarbital) tem efeitos colaterais, a confirmação eletrográfica evita a sobre-exposição a drogas desnecessárias.

O que caracteriza a dissociação clínico-eletrográfica?

É o fenômeno onde há atividade elétrica ictal clara no EEG sem qualquer manifestação clínica correspondente no paciente. Isso é extremamente comum em neonatos, especialmente após a administração de anticonvulsivantes, que podem 'desacoplar' a atividade motora enquanto a atividade cerebral epileptiforme persiste.

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