HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023
Em um ambulatório de neurologia de uma maternidade, a melhor orientação a ser dada a uma paciente epilética é: (ADAMS AND VICTOR’S PRINCIPIES OF NEUROLOGY, 11TH EDITION, 2019)
Epilepsia na gestação → Monoterapia com menor dose eficaz é preferível para minimizar riscos teratogênicos.
Em pacientes epilépticas grávidas, a estratégia ideal é a monoterapia com o medicamento antiepiléptico (MAE) mais eficaz na menor dose possível para controlar as crises, minimizando assim a exposição fetal e o risco de teratogenicidade. A carbamazepina é uma opção, mas o ácido valproico deve ser evitado devido ao alto risco de defeitos do tubo neural.
O manejo da epilepsia em mulheres grávidas é um desafio clínico significativo, exigindo um equilíbrio entre o controle das crises maternas e a minimização dos riscos teratogênicos para o feto. A epilepsia por si só já confere um risco ligeiramente aumentado de complicações obstétricas. A decisão sobre a medicação antiepiléptica (MAE) deve ser individualizada, idealmente antes da concepção. A fisiopatologia da epilepsia não muda na gravidez, mas as alterações hormonais e farmacocinéticas podem influenciar a frequência das crises e os níveis séricos dos MAEs. A principal preocupação é a teratogenicidade dos MAEs. O ácido valproico é o MAE com maior risco de defeitos do tubo neural e outras malformações congênitas, sendo geralmente contraindicado em mulheres em idade fértil. A orientação preferencial é a monoterapia com a menor dose eficaz do MAE que melhor controla as crises da paciente. MAEs como lamotrigina, levetiracetam e carbamazepina são frequentemente considerados, com a ressalva de que todos os MAEs possuem algum grau de risco teratogênico. A suplementação com ácido fólico em altas doses (4-5 mg/dia) é recomendada para todas as mulheres epilépticas que planejam engravidar ou estão grávidas, para reduzir o risco de defeitos do tubo neural.
O principal objetivo é manter a mãe livre de crises convulsivas, utilizando a menor dose eficaz de um único medicamento antiepiléptico (monoterapia) para minimizar os riscos teratogênicos ao feto.
O ácido valproico é o MAE com maior risco teratogênico, especialmente para defeitos do tubo neural, e deve ser evitado sempre que possível em mulheres em idade fértil e grávidas.
Sim, mulheres epilépticas têm um risco ligeiramente aumentado de complicações obstétricas, como pré-eclâmpsia, parto prematuro e baixo peso ao nascer, além do risco de teratogenicidade dos MAEs.
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