TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025
A ocorrência de crises convulsivas ou de epilepsia na mulher demanda cuidados relacionados à fase do ciclo reprodutivo em que ela se encontra. Considerando essa orientação, é correto afirmar:
Valproato → ↑ Risco de teratogênese e SOP; evitar em mulheres em idade fértil sempre que possível.
O ácido valproico é associado a altos índices de malformações congênitas e distúrbios endócrinos como a SOP, exigindo cautela no manejo de mulheres em idade fértil.
O manejo da epilepsia em mulheres em idade fértil requer um planejamento pré-concepcional minucioso. O uso de ácido valproico deve ser evitado devido ao seu perfil de efeitos colaterais, que inclui o desenvolvimento de Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) por interferência no eixo hipotálamo-hipófise-gonadal e ganho de peso. Durante a gestação, o objetivo é manter a paciente livre de crises com a menor dose eficaz de monoterapia. A suplementação de ácido fólico (5mg/dia) deve ser iniciada meses antes da concepção para mitigar riscos de defeitos do tubo neural. A suspensão de fármacos após o diagnóstico da gravidez é contraindicada, pois o risco de crises generalizadas para o feto supera os riscos potenciais da maioria das medicações já estabelecidas.
O ácido valproico apresenta o maior risco de teratogênese entre os anticonvulsivantes, associando-se a defeitos do tubo neural, fenda palatina e malformações cardíacas. Além disso, estudos demonstram que a exposição intrauterina pode reduzir o QI e aumentar o risco de transtornos do espectro autista na criança.
Diferente do que se pensa, a lamotrigina exige monitoramento rigoroso dos níveis séricos. Durante a gestação, a depuração da droga aumenta significativamente (até 50-100%) devido à indução enzimática hormonal, o que pode reduzir os níveis terapêuticos e precipitar crises convulsivas se a dose não for ajustada.
Drogas com alta ligação proteica e baixo peso molecular tendem a passar menos para o leite. Fenobarbital e benzodiazepínicos devem ser usados com cautela, pois podem causar sedação excessiva e irritabilidade no lactente. Lamotrigina e carbamazepina são geralmente consideradas compatíveis, mas o monitoramento do bebê é essencial.
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