UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
Paciente, em idade fértil, chega ao consultório desejando planejar gestação. No momento, está sem nenhuma medicação, decidiu suspender por conta própria. Possui, como diagnóstico, esclerose temporal medial, tendo média de uma crise a cada dois meses. Assinale a alternativa CORRETA quanto à melhor conduta a ser tomada.
Epilepsia e gestação: Lamotrigina é o anticonvulsivante com menor risco teratogênico, sendo a escolha preferencial.
Em mulheres com epilepsia que desejam engravidar, é fundamental otimizar o tratamento com um anticonvulsivante que tenha o menor risco teratogênico possível. A Lamotrigina é a droga de escolha devido ao seu perfil de segurança superior em comparação com outros fármacos como o Ácido Valpróico e a Carbamazepina. A suspensão abrupta da medicação é perigosa.
O manejo da epilepsia em mulheres em idade fértil que desejam engravidar é um desafio clínico significativo, exigindo um equilíbrio entre o controle das crises e a minimização dos riscos teratogênicos dos medicamentos. Este é um tema de alta relevância em ginecologia, neurologia e pediatria, frequentemente testado em provas de residência. A fisiopatologia da epilepsia envolve descargas elétricas anormais no cérebro. Durante a gestação, as alterações hormonais e metabólicas podem influenciar a frequência das crises. A teratogenicidade dos anticonvulsivantes é uma preocupação central, com diferentes drogas apresentando perfis de risco variados. O ácido valpróico, por exemplo, inibe a folato redutase, aumentando o risco de defeitos do tubo neural. A conduta ideal envolve o planejamento pré-concepcional, com a otimização do regime anticonvulsivante para monoterapia com a menor dose eficaz de um fármaco de baixo risco teratogênico, como a Lamotrigina. Suplementação com ácido fólico em doses elevadas (4-5 mg/dia) é recomendada antes e durante a gestação. A suspensão abrupta da medicação é perigosa e deve ser evitada.
Crises epilépticas durante a gestação podem levar a hipóxia fetal, trauma materno (quedas), descolamento prematuro de placenta e parto prematuro, além de aumentar o risco de malformações congênitas indiretamente.
A Lamotrigina é o anticonvulsivante com o menor risco teratogênico conhecido entre as opções eficazes, especialmente para malformações maiores. Ela é preferida em regimes de monoterapia para mulheres em idade fértil que planejam engravidar.
O Ácido Valpróico é o anticonvulsivante com o maior risco teratogênico, associado a defeitos do tubo neural e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. A Carbamazepina também apresenta risco, embora menor que o valproato, de defeitos do tubo neural.
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