Definição de Epilepsia Refratária: Critérios ILAE

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026

Enunciado

A epilepsia é considerada refratária quando:

Alternativas

  1. A) As crises são diárias e não melhoram com uso de pelo menos três medicações antiepilépticas em doses apropriadas.
  2. B) As crises não melhoram com pelo menos quatro medicações antiepilépticas em doses apropriadas.
  3. C) As crises não melhoram com pelo menos duas medicações antiepilépticas em doses apropriadas.
  4. D) As crises são diárias e não melhoram com pelo menos cinco medicações antiepilépticas em doses apropriadas.

Pérola Clínica

Epilepsia refratária = Falha de 2 esquemas de DAEs adequados e tolerados.

Resumo-Chave

A ILAE define epilepsia fármaco-resistente como a falha de dois esquemas de drogas antiepilépticas (DAEs) apropriadamente escolhidas e toleradas para alcançar o controle sustentado das crises.

Contexto Educacional

A definição de epilepsia fármaco-resistente (ou refratária) foi padronizada pela International League Against Epilepsy (ILAE) em 2010 para facilitar a conduta clínica e pesquisas. O critério central é a falha de dois ensaios de DAEs, seja em monoterapia ou combinação, que tenham sido apropriadamente selecionados para o tipo de crise e síndrome epiléptica do paciente. A importância clínica desse marco reside no fato de que a probabilidade de alcançar a remissão das crises com tentativas subsequentes de medicamentos é significativamente baixa. Portanto, o reconhecimento precoce da refratariedade permite que intervenções não farmacológicas, como a cirurgia ressectiva, sejam consideradas mais cedo, reduzindo a morbidade associada a crises persistentes e à toxicidade de polifarmácia desnecessária.

Perguntas Frequentes

O que é considerado um esquema terapêutico adequado?

Um esquema adequado envolve a escolha de uma droga antiepiléptica eficaz para o tipo de crise do paciente, utilizada em dose terapêutica otimizada e por tempo suficiente, sem que efeitos colaterais impeçam o uso.

Qual a probabilidade de controle após falha da primeira droga?

Cerca de 50% dos pacientes controlam com a primeira droga. Se a primeira falha, a segunda droga controla outros 11-13%. Após a falha de duas drogas bem indicadas, a chance de controle com uma terceira droga cai para menos de 5%.

Quais as opções após o diagnóstico de refratariedade?

Uma vez estabelecida a refratariedade, o paciente deve ser encaminhado para centros de referência para avaliação de cirurgia de epilepsia, dieta cetogênica ou estimulação do nervo vago (VNS).

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