UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
Qual a classificação para as epilepsias parciais simples, facilmente controladas com drogas anticonvulsivantes, de curta duração (1 a 2 minutos), sintomas unilaterais, causando dificuldades na fala e salivação, em geral noturnas, em uma criança escolar, sexo feminino, 7 anos de idade?
Criança escolar com crises parciais simples noturnas, salivação, dificuldade fala, unilaterais → Epilepsia Rolândica (benigna da infância).
A epilepsia benigna da infância com paroxismos centrotemporais (epilepsia rolândica) é uma síndrome epiléptica comum em crianças, caracterizada por crises focais motoras que afetam a face e orofaringe, frequentemente ocorrendo durante o sono, com bom prognóstico e fácil controle medicamentoso.
A epilepsia benigna da infância com paroxismos centrotemporais, também conhecida como epilepsia rolândica, é a síndrome epiléptica mais comum na infância, com início típico entre 3 e 13 anos de idade. É caracterizada por crises parciais simples, focais, que afetam predominantemente a região orofacial e faríngea, manifestando-se com parestesias, contrações tônicas ou clônicas unilaterais da face, dificuldade na fala e salivação excessiva. Essas crises são frequentemente de curta duração (1-2 minutos) e ocorrem predominantemente durante o sono ou ao despertar. O eletroencefalograma (EEG) é diagnóstico, mostrando descargas epileptiformes de alta amplitude na região centrotemporal. Apesar da apresentação assustadora, a condição é considerada benigna, com bom prognóstico e remissão espontânea na adolescência. O tratamento geralmente envolve o uso de um único fármaco anticonvulsivante, como carbamazepina ou oxcarbazepina, se as crises forem frequentes ou perturbadoras. Muitos casos podem nem precisar de tratamento se as crises forem raras e não impactarem a qualidade de vida da criança. É crucial diferenciar esta condição de outras epilepsias infantis com prognóstico menos favorável.
A epilepsia rolândica manifesta-se com crises parciais simples, focais, que afetam a face e orofaringe, causando parestesias, contrações unilaterais, dificuldade na fala e salivação. São de curta duração e ocorrem predominantemente durante o sono.
O diagnóstico é clínico, baseado nas características das crises, e confirmado pelo eletroencefalograma (EEG), que mostra descargas epileptiformes de alta amplitude na região centrotemporal, tipicamente ativadas pelo sono.
O prognóstico é excelente, com remissão espontânea na adolescência. O tratamento, se necessário (para crises frequentes), geralmente envolve um único fármaco anticonvulsivante, como carbamazepina ou oxcarbazepina.
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