Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025
INDIQUE a manobra semiológica que pode ser feita para desencadear a crise e auxiliar no diagnóstico da epilepsia do tipo ausência típica, que é mais comum em meninas antes dos 10 anos de idade.
Epilepsia ausência típica → Hiperventilação desencadeia crises e padrão EEG de ponta-onda 3 Hz.
A hiperventilação é uma manobra de ativação clássica utilizada no eletroencefalograma (EEG) para provocar crises de ausência e o padrão característico de descargas generalizadas de ponta-onda a 3 Hz, auxiliando no diagnóstico da epilepsia do tipo ausência típica, que é mais comum em crianças.
A epilepsia de ausência típica é uma síndrome epiléptica generalizada idiopática, comum na infância, com início geralmente entre os 4 e 10 anos de idade, sendo mais prevalente em meninas. Sua importância clínica reside no impacto no aprendizado e desenvolvimento da criança, exigindo diagnóstico precoce e tratamento adequado para evitar prejuízos cognitivos e sociais. A fisiopatologia envolve uma disfunção nos circuitos tálamo-corticais, resultando em descargas epileptiformes generalizadas. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na descrição das crises (breves episódios de alteração da consciência, com olhar fixo e interrupção da atividade), e confirmado pelo eletroencefalograma (EEG). O EEG é crucial para identificar o padrão característico de descargas generalizadas de ponta-onda a 3 Hz. Para auxiliar no diagnóstico, manobras de ativação são realizadas durante o EEG. A hiperventilação é a manobra mais eficaz para desencadear crises de ausência e o padrão EEG associado, devido à alcalose respiratória e vasoconstrição cerebral que aumentam a excitabilidade cortical. O tratamento de escolha são medicamentos antiepilépticos como etossuximida ou valproato de sódio, com bom prognóstico na maioria dos casos.
Caracteriza-se por breves episódios de alteração da consciência, com olhar fixo, sem queda ou movimentos tônicos/clônicos proeminentes, durando segundos, com recuperação imediata. É comum em crianças, especialmente meninas.
A hiperventilação leva a uma alcalose respiratória e vasoconstrição cerebral, que podem aumentar a excitabilidade neuronal e facilitar o surgimento das descargas epileptiformes generalizadas de ponta-onda a 3 Hz, características da epilepsia de ausência.
O padrão EEG característico é a presença de descargas generalizadas de complexos ponta-onda a 3 Hz, que são simétricas e síncronas em todas as derivações.
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