HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024
Moisés, 8 anos de idade, é trazido pela mãe à unidade de saúde. A mãe queixa que há 1 dia a criança apresenta febre alta (39,5º C), dificuldade respiratória (posição ancorada, boca aberta e mento hiperestendido), salivação excessiva, irritabilidade, voz abafada, odinofagia, dor de garganta e estridor respiratório. Ao exame físico, não há sinais de faringite ou amigdalite. Qual medida efetiva poderia ter sido feita na atenção primária a saúde para prevenir essa condição?
Epiglotite aguda em criança: febre alta, estridor, salivação, voz abafada, posição ancorada. Prevenção = Vacina Hib.
O quadro clínico de febre alta, dificuldade respiratória com posição ancorada, salivação excessiva, voz abafada, odinofagia e estridor respiratório em uma criança de 8 anos é altamente sugestivo de epiglotite aguda. A medida mais efetiva para prevenir essa condição é a vacinação contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib), que reduziu drasticamente sua incidência.
A epiglotite aguda é uma emergência pediátrica grave caracterizada pela inflamação e edema da epiglote e estruturas adjacentes, que pode levar à obstrução súbita e completa das vias aéreas superiores. Antes da introdução da vacina contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib), era uma condição mais comum e frequentemente fatal em crianças. Atualmente, a incidência diminuiu drasticamente, mas ainda pode ocorrer em não vacinados ou em casos atípicos. A fisiopatologia envolve a infecção bacteriana, geralmente por Hib, que causa inflamação rápida e edema da epiglote. O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais e sintomas característicos: febre alta, odinofagia intensa, disfagia, salivação excessiva, voz abafada e estridor inspiratório. A 'posição ancorada' é um sinal clássico de esforço respiratório. É crucial não tentar examinar a orofaringe, pois isso pode precipitar um espasmo laríngeo e obstrução total. A suspeita de epiglotite requer intervenção imediata para garantir a via aérea. O tratamento consiste na intubação orotraqueal em ambiente seguro (geralmente centro cirúrgico) e antibioticoterapia intravenosa. O prognóstico é excelente com manejo adequado e precoce. A prevenção primária é a vacinação contra Hib, que faz parte do calendário vacinal infantil. Pontos de atenção incluem a importância da vacinação completa e a necessidade de manter um alto índice de suspeita em crianças com os sintomas clássicos, mesmo que vacinadas, pois outras etiologias podem ocorrer, embora mais raramente.
Os sinais clássicos incluem início súbito de febre alta, odinofagia intensa, disfagia, salivação excessiva, voz abafada ('batata quente'), estridor inspiratório e a 'posição ancorada' (sentado, inclinado para frente, pescoço hiperextendido).
A vacina Hib induz imunidade contra a bactéria Haemophilus influenzae tipo b, que era a principal causa de epiglotite aguda antes da introdução da vacina. A vacinação em massa reduziu drasticamente a incidência da doença.
A conduta inicial é manter a criança calma, evitar manipulação da orofaringe, garantir uma via aérea segura (intubação orotraqueal em ambiente controlado) e iniciar antibioticoterapia intravenosa (ex: Ceftriaxona) imediatamente.
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