HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2022
Um paciente de 5 anos de idade iniciou quadro de febre há dois dias, com rápida progressão para odinofagia intensa, prostração, estridor inspiratório, desconforto respiratório importante e cianose. No exame de raios X da coluna cervical, observou-se o “sinal do polegar”. Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o diagnóstico e a conduta mais adequados para esse caso clínico.
Criança com febre, odinofagia intensa, estridor, prostração e 'sinal do polegar' → Epiglotite aguda = Via aérea segura + ATB.
A epiglotite aguda é uma emergência pediátrica caracterizada por inflamação e edema da epiglote, levando a obstrução súbita das vias aéreas. A apresentação clássica inclui febre alta, odinofagia intensa, prostração, estridor inspiratório e posição de tripé. O 'sinal do polegar' na radiografia lateral do pescoço é patognomônico. A conduta prioritária é a segurança da via aérea e antibioticoterapia.
A epiglotite aguda é uma infecção bacteriana grave, geralmente causada por Haemophilus influenzae tipo b (Hib), que provoca inflamação e edema da epiglote e estruturas adjacentes. Embora a incidência tenha diminuído drasticamente com a vacinação contra Hib, ainda é uma emergência pediátrica que exige reconhecimento e manejo rápidos devido ao risco de obstrução fatal das vias aéreas. A doença afeta principalmente crianças entre 2 e 7 anos. A fisiopatologia envolve a rápida progressão do edema que pode ocluir a glote. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado nos sintomas clássicos de febre alta, odinofagia intensa, prostração e estridor. A radiografia lateral do pescoço pode confirmar o 'sinal do polegar'. É crucial diferenciar da laringite viral (crupe), que tem início mais insidioso, tosse ladrante e 'sinal da torre' no RX. O tratamento da epiglotite aguda é uma corrida contra o tempo. A prioridade máxima é o manejo da via aérea, que frequentemente requer intubação orotraqueal em ambiente seguro. Após a estabilização da via aérea, a antibioticoterapia intravenosa (ex: Ceftriaxone) é iniciada para combater a infecção. Corticosteroides podem ser usados para reduzir o edema. Residentes devem estar aptos a identificar rapidamente essa condição e acionar a equipe de via aérea, evitando manipulações desnecessárias que podem agravar o quadro.
Os sinais clássicos incluem início súbito de febre alta, odinofagia intensa (dificuldade para engolir a própria saliva), prostração, estridor inspiratório, voz abafada ('voz de batata quente'), tosse ausente ou mínima e a posição de tripé (sentado, inclinado para frente, pescoço estendido).
A conduta inicial mais importante é garantir a segurança da via aérea. Isso geralmente envolve a intubação orotraqueal em ambiente controlado (centro cirúrgico) por um profissional experiente, para prevenir a obstrução completa. Após a via aérea segura, inicia-se a antibioticoterapia intravenosa.
O 'sinal do polegar' é um achado radiográfico na radiografia lateral do pescoço que mostra a epiglote edemaciada e alargada, assemelhando-se a um polegar. É um sinal altamente sugestivo de epiglotite aguda e ajuda a diferenciá-la de outras causas de estridor, como a laringite viral (crupe), que apresenta o 'sinal da torre'.
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