CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Assinale a alternativa correta:
Epífora funcional = Via lacrimal anatomicamente pérvia, mas fisiologicamente ineficaz.
Na epífora funcional, a dacriocistorrinostomia (DCR) pode ser eficaz ao reduzir a resistência ao fluxo, apresentando taxas de sucesso superiores a 50%.
O manejo do lacrimejamento no adulto exige a distinção clara entre hipersecreção (causas oculares externas) e epífora (falha na drenagem). A epífora funcional é um diagnóstico de exclusão e funcionalidade. Enquanto a obstrução congênita do ducto nasolacrimal em crianças responde bem à sondagem, no adulto a sondagem tem valor apenas diagnóstico, não terapêutico. A dacriocistorrinostomia, seja por via externa ou endonasal, visa contornar o óstio natural do ducto nasolacrimal. Em casos funcionais, a decisão cirúrgica deve ser cautelosa, mas os dados mostram que a maioria dos pacientes obtém melhora sintomática significativa, validando a técnica como uma opção terapêutica viável quando o tratamento conservador falha.
A epífora funcional ocorre quando o paciente apresenta lacrimejamento excessivo, mas a sondagem e a irrigação das vias lacrimais mostram que o sistema está anatomicamente pérvio (o soro chega à orofaringe sem refluxo). A causa geralmente é uma falha no mecanismo de bomba lacrimal (por frouxidão palpebral ou fraqueza do músculo orbicular) ou um aumento da resistência ao fluxo que não chega a ser uma obstrução total.
A dacriocintilografia é o exame padrão-ouro para o diagnóstico de epífora funcional. Diferente da dacriocistografia (que usa contraste sob pressão), a cintilografia utiliza um radioisótopo instilado no filme lacrimal para observar o fluxo em condições fisiológicas. Ela demonstra um atraso ou interrupção na progressão da lágrima, confirmando que, embora a via esteja aberta, ela não funciona corretamente.
A dacriocistorrinostomia (DCR) cria uma nova via de drenagem mais curta e direta entre o saco lacrimal e a cavidade nasal, eliminando a resistência do ducto nasolacrimal. Mesmo que a bomba lacrimal não seja perfeita, a redução da resistência hidrostática permite que a gravidade e o pouco movimento palpebral restante drenem a lágrima de forma mais eficiente, com sucesso relatado em 50% a 85% dos casos.
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