INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Um adolescente de 12 anos, pesando 85 kg e com índice de massa corpórea de 30 kg/m2, é atendido na emergência queixando-se de fortes dores no quadril direito e de impotência funcional do membro inferior direito. O pai informa ao médico de plantão que o menino é hipertenso, que realiza um tratamento para emagrecer e nega associação do problema na perna a trauma.Nesse caso, a hipótese diagnóstica mais provável é de
Adolescente obeso com dor no quadril e impotência funcional, sem trauma → Epifisiólise Femoral Proximal (SCFE).
A Epifisiólise Femoral Proximal (SCFE) é uma condição ortopédica comum em adolescentes, especialmente aqueles com obesidade ou rápido crescimento. A dor no quadril, claudicação e impotência funcional, mesmo sem história de trauma significativo, são sinais de alerta.
A epifisiólise femoral proximal (SCFE, do inglês Slipped Capital Femoral Epiphysis) é uma condição ortopédica comum em adolescentes, caracterizada pelo escorregamento da epífise femoral superior em relação ao colo do fêmur através da placa de crescimento. É mais prevalente em meninos durante o estirão de crescimento puberal, geralmente entre 10 e 16 anos, e tem forte associação com obesidade. O quadro clínico típico envolve dor no quadril, na coxa ou no joelho, claudicação e impotência funcional do membro afetado. A dor pode ser insidiosa e crônica, e a história de trauma pode estar ausente ou ser mínima. A obesidade é um fator de risco significativo, como no caso do adolescente com IMC de 30 kg/m2. A avaliação física pode revelar limitação da rotação interna e abdução do quadril. O diagnóstico é confirmado por radiografias simples do quadril (AP e perfil de rã), que mostram o escorregamento da epífise. O tratamento é cirúrgico, visando estabilizar a epífise e prevenir o agravamento do escorregamento e complicações como a osteonecrose. É crucial o diagnóstico precoce para evitar deformidades e sequelas a longo prazo.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, rápido crescimento na puberdade, distúrbios endócrinos (hipotireoidismo, deficiência de GH) e, menos comumente, trauma.
A SCFE geralmente se manifesta com dor no quadril, na coxa ou no joelho, claudicação e impotência funcional do membro afetado, frequentemente sem história de trauma significativo.
Radiografias simples do quadril (AP e perfil de rã) são os exames de imagem iniciais e geralmente suficientes para diagnosticar a epifisiólise femoral proximal.
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