Epifisiólise Femoral Proximal: Diagnóstico e Sinais

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Adolescente masculino de 16 anos, obeso, apresenta-se com dor no joelho direito há duas semanas e claudicação. Exame físico revela limitações de rotação interna, abdução e flexão do quadril direito. Nega febre ou outras alterações sistêmicas. Não apresenta dor ou limitação na mobilização de outras articulações. Qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Monoartrite gonocócica.
  2. B) Artrite idiopática juvenil.
  3. C) Epifisiólise femoral proximal.
  4. D) Doença de Osgood-Schlatter.
  5. E) Doença de Legg-Calvé-Perthes

Pérola Clínica

Adolescente obeso + Dor referida no joelho + ↓ Rotação interna = Epifisiólise.

Resumo-Chave

A epifisiólise é a patologia do quadril mais comum na adolescência. A dor é frequentemente referida no joelho devido à inervação compartilhada pelo nervo obturador.

Contexto Educacional

A epifisiólise femoral proximal (EFP) ocorre quando a epífise femoral desliza posterior e inferiormente em relação ao colo femoral através da placa de crescimento (fise). É mais comum em meninos entre 10-16 anos, especialmente obesos, devido ao estresse mecânico aumentado sobre uma fise enfraquecida por alterações hormonais da puberdade. O quadro clínico típico é de claudicação crônica e dor inguinal ou no joelho. Ao exame, há perda da rotação interna e o paciente caminha com o pé em rotação externa. O diagnóstico é confirmado por radiografias em incidência AP e Lauenstein (rã), onde se observa o sinal de Steel (dupla densidade) ou a linha de Klein que não cruza a epífise.

Perguntas Frequentes

Por que a dor da epifisiólise ocorre no joelho?

Trata-se de dor referida. O nervo obturador possui ramos que inervam tanto a cápsula articular do quadril quanto a região medial do joelho. O cérebro interpreta o estímulo nociceptivo do quadril como vindo do joelho.

O que é o sinal de Drehmann?

É um sinal clínico clássico da epifisiólise: ao realizar a flexão passiva do quadril, o membro assume espontaneamente uma posição de rotação externa e abdução, devido ao deslocamento da epífise.

Qual o tratamento definitivo?

O tratamento é cirúrgico e deve ser imediato para evitar progressão do deslizamento. Geralmente consiste na fixação in situ com um único parafuso canulado para estabilizar a fise.

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