Epifisiólise da Cabeça do Fêmur: Diagnóstico em Adolescentes

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020

Enunciado

Adolescente de 14 anos, comparece ao seu consultório reclamando que iniciou com dor em região interna da coxa há 15 dias e que começou a claudicar há 04 dias. Informa que iniciou uso de analgésicos sem melhora satisfatória. Relata que não teve febre nem quadro infeccioso nesse período.

Alternativas

  1. A) Osteocondrose da cabeça do fêmur.
  2. B) Artrite séptica.
  3. C) Epifisiólise.
  4. D) Sinovite transitória do quadril.

Pérola Clínica

Adolescente (10-16 anos), dor em coxa/joelho, claudicação, sem trauma/febre → suspeitar Epifisiólise (SCFE).

Resumo-Chave

A epifisiólise da cabeça do fêmur (SCFE) é uma condição ortopédica comum em adolescentes, especialmente obesos, que se manifesta com dor no quadril, coxa ou joelho e claudicação. A ausência de febre e trauma significativo, junto à idade, reforça a suspeita, exigindo diagnóstico precoce para evitar complicações.

Contexto Educacional

A epifisiólise da cabeça do fêmur (SCFE, do inglês Slipped Capital Femoral Epiphysis) é uma das causas mais comuns de dor no quadril em adolescentes, caracterizada pelo deslizamento da epífise femoral proximal em relação à metáfise através da placa de crescimento. É uma emergência ortopédica, pois o atraso no diagnóstico e tratamento pode levar a complicações graves, como necrose avascular da cabeça do fêmur e osteoartrite precoce. A apresentação clínica típica envolve um adolescente, frequentemente obeso, que se queixa de dor no quadril, coxa ou joelho, e claudicação. A dor pode ser insidiosa e referida, o que pode confundir o diagnóstico. A ausência de febre e sinais inflamatórios sistêmicos ajuda a diferenciar de condições infecciosas como artrite séptica. A idade do paciente (geralmente entre 10 e 16 anos) é um fator crucial para a suspeita. O diagnóstico é confirmado por radiografias do quadril, especialmente nas incidências anteroposterior e lateral (perfil de Lowenstein ou rã), que podem evidenciar o deslizamento da epífise. O tratamento é cirúrgico, visando estabilizar a epífise e prevenir um maior deslizamento. O reconhecimento precoce da SCFE é vital para o residente, pois permite uma intervenção oportuna e melhora significativamente o prognóstico funcional do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da epifisiólise da cabeça do fêmur (SCFE)?

Os principais sintomas da SCFE incluem dor no quadril, coxa ou joelho, que pode ser insidiosa e piorar com a atividade, e claudicação (manqueira). A dor pode ser referida ao joelho, o que pode atrasar o diagnóstico correto.

Qual a faixa etária mais comum para a epifisiólise e quais os fatores de risco?

A epifisiólise é mais comum em adolescentes entre 10 e 16 anos, especialmente meninos. Fatores de risco incluem obesidade, crescimento rápido, distúrbios endócrinos (hipotireoidismo, deficiência de hormônio de crescimento) e trauma leve.

Como é feito o diagnóstico da epifisiólise da cabeça do fêmur?

O diagnóstico da SCFE é feito principalmente por radiografias do quadril, incluindo incidências anteroposterior e lateral (perfil de Lowenstein ou rã). A radiografia pode mostrar o deslizamento da epífise femoral em relação à metáfise.

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