Epifisiólise da Cabeça do Fêmur: Diagnóstico em Adolescentes

UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2025

Enunciado

Menino, 12 anos, previamente hígido, vai a consulta acompanhado da mãe, referindo dor em região de quadril direito há cerca de três semanas. A dor começou de forma insidiosa, sem trauma aparente, e tem piorado progressivamente, dificultando a marcha e atividades cotidianas. Nega sintomas sistêmicos, como febre ou calafrios. Ao exame físico, apresenta claudicação à direita, limitação da rotação interna e abdução do quadril direito, com dor à palpação da região inguinal. Qual das alternativas a seguir apresenta a hipótese diagnóstica mais provável para a dor desse adolescente?

Alternativas

  1. A) Artrite séptica do quadril
  2. B) Doença de Legg-Calvé-Perthes
  3. C) Epifisiólise da cabeça do fêmur.
  4. D) Sinovite transitória do quadril

Pérola Clínica

Adolescente com dor insidiosa no quadril, claudicação e limitação da rotação interna → Epifisiólise da Cabeça do Fêmur (SCFE).

Resumo-Chave

A Epifisiólise da Cabeça do Fêmur (SCFE) é uma emergência ortopédica comum em adolescentes, especialmente meninos obesos, apresentando dor no quadril ou joelho, claudicação e limitação da rotação interna e abdução. O diagnóstico precoce é crucial para evitar necrose avascular e outras complicações.

Contexto Educacional

A Epifisiólise da Cabeça do Fêmur (SCFE, do inglês Slipped Capital Femoral Epiphysis) é uma das causas mais comuns de dor no quadril em adolescentes, sendo uma emergência ortopédica. Caracteriza-se pelo deslizamento da epífise femoral superior em relação ao colo do fêmur através da placa de crescimento. Afeta predominantemente meninos entre 10 e 16 anos, frequentemente com sobrepeso ou obesidade, e pode ser bilateral em até 50% dos casos. O quadro clínico típico envolve dor insidiosa no quadril, coxa ou joelho, claudicação e limitação dos movimentos do quadril, especialmente rotação interna e abdução. A dor pode ser referida ao joelho, o que pode atrasar o diagnóstico. Ao exame físico, observa-se a rotação externa do membro afetado quando o quadril é fletido. A ausência de febre e sintomas sistêmicos ajuda a diferenciar de artrite séptica. O diagnóstico é confirmado por radiografias do quadril (AP e perfil de Lowenstein), que demonstram o deslizamento epifisário. O tratamento é cirúrgico e visa estabilizar a epífise para prevenir a progressão do deslizamento e complicações graves como a necrose avascular da cabeça do fêmur. A suspeita clínica e o diagnóstico precoce são cruciais para um bom prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da epifisiólise da cabeça do fêmur?

Os sintomas incluem dor insidiosa no quadril, coxa ou joelho, claudicação, e limitação da rotação interna e abdução do quadril afetado, frequentemente em adolescentes, especialmente meninos obesos.

Como é feito o diagnóstico da epifisiólise da cabeça do fêmur?

O diagnóstico é clínico e radiográfico, com radiografias simples do quadril (AP e perfil de Lowenstein) mostrando o deslizamento da epífise femoral em relação ao colo do fêmur.

Qual o tratamento da epifisiólise da cabeça do fêmur?

O tratamento é cirúrgico, geralmente com fixação in situ da epífise com parafusos, para prevenir a progressão do deslizamento e evitar complicações como necrose avascular da cabeça do fêmur.

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