Epididimite Aguda: Diagnóstico e Tratamento Empírico

Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2022

Enunciado

Homem, 23 anos de idade, refere dor e aumento do tamanho do testículo direito. Tem melhora da dor com a elevação do escroto. Nega sintomas urinários e sem corrimento uretral. Relata vida sexual ativa com mais de um parceiro e nem sempre faz uso de preservativo. Nega relação anal. Ao exame físico encontra-se em bom estado geral, afebril, aumento do volume do testículo direito com dor à manipulação e alívio da dor com a suspensão do escroto. Realizado ultrassom de escroto que evidenciou fluxo vascular em ambos os testículos, porém aumentado à direita. Exame de urina 1 sem alterações. Qual é o melhor esquema antimicrobiano?

Alternativas

  1. A) Ceftriaxone e azitromicina.
  2. B) Ciprofloxacino e metronidazol.
  3. C) Ciprofloxacino.
  4. D) Ciprofloxacino e azitromicina.
  5. E) Ceftriaxone.

Pérola Clínica

Homem jovem, dor testicular, Prehn +, vida sexual ativa → Epididimite DST = Ceftriaxone + Azitromicina.

Resumo-Chave

Em homens < 35 anos com epididimite aguda e fatores de risco para DSTs, a etiologia mais comum é Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. O tratamento empírico deve cobrir ambos os patógenos para garantir a erradicação e prevenir complicações.

Contexto Educacional

A epididimite aguda é uma inflamação do epidídimo, mais comum em homens jovens sexualmente ativos, onde a etiologia principal são as infecções sexualmente transmissíveis (DSTs), como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. Em homens mais velhos, a etiologia é frequentemente bacteriana entérica. O diagnóstico é clínico, baseado na dor e inchaço testicular, e pode ser auxiliado pelo sinal de Prehn positivo e ultrassonografia escrotal que demonstra aumento do fluxo sanguíneo no epidídimo. O manejo da epididimite aguda em jovens com fatores de risco para DSTs exige um tratamento empírico que cubra ambos os patógenos mais comuns: gonorreia e clamídia. A combinação de Ceftriaxone e Azitromicina é o esquema de escolha, visando a erradicação da infecção e a prevenção de complicações como abscesso, infertilidade e dor crônica. É fundamental também o rastreamento e tratamento dos parceiros sexuais. Além da antibioticoterapia, o tratamento inclui medidas de suporte como repouso, elevação escrotal, compressas frias e analgésicos. O acompanhamento é importante para garantir a resolução dos sintomas e a adesão ao tratamento. A diferenciação com torção testicular é crucial devido à necessidade de intervenção cirúrgica imediata na torção para preservar a viabilidade testicular.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da epididimite aguda?

A epididimite aguda manifesta-se com dor testicular unilateral, inchaço, eritema escrotal e, frequentemente, febre. O sinal de Prehn, que é o alívio da dor com a elevação do testículo, pode estar presente.

Qual o melhor esquema antimicrobiano para epididimite em jovens sexualmente ativos?

Para homens < 35 anos com fatores de risco para DSTs, o esquema antimicrobiano recomendado é Ceftriaxone 500 mg IM em dose única (para Neisseria gonorrhoeae) e Azitromicina 1 g VO em dose única (para Chlamydia trachomatis).

Como diferenciar epididimite de torção testicular?

A torção testicular é uma emergência cirúrgica com dor súbita e intensa, geralmente em adolescentes, sem alívio com a elevação (Prehn negativo). A ultrassonografia com Doppler é crucial, mostrando ausência ou diminuição do fluxo na torção e aumento do fluxo na epididimite.

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