FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023
Adolescente, 17 anos, sexo masculino, procura o serviço de emergência por apresentar edema escrotal agudo e muito doloroso. Apresenta discreta secreção ureteral pela manhã. Nega febre. Refere atividade sexual desprotegida. Foi solicitada ultrassonografia com doppler colorido dos testículos, com resultado normal. Entretanto, o exame de urina tipo I revê piúria. Qual é o diagnóstico para o caso?
Adolescente com dor escrotal aguda, secreção uretral e piúria, USG normal → Epididimite.
A epididimite em adolescentes sexualmente ativos é frequentemente causada por ISTs como Chlamydia trachomatis ou Neisseria gonorrhoeae. A ultrassonografia com Doppler é crucial para diferenciar de torção testicular, mas um exame normal com achados clínicos sugestivos e piúria aponta para epididimite.
A epididimite aguda é uma inflamação do epidídimo, uma estrutura tubular localizada na parte posterior do testículo. É uma causa comum de dor escrotal aguda em homens, especialmente em adolescentes e adultos jovens sexualmente ativos. A sua importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico diferencial rápido para excluir condições mais graves, como a torção testicular. A fisiopatologia da epididimite em jovens sexualmente ativos está frequentemente ligada à ascensão de patógenos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, através da uretra e ductos deferentes. O diagnóstico é clínico, baseado em dor e edema escrotal, podendo haver secreção uretral e piúria. A ultrassonografia com Doppler é essencial para confirmar o fluxo sanguíneo testicular e descartar torção. O tratamento da epididimite é primariamente com antibioticoterapia, cobrindo os patógenos mais prováveis, além de repouso, analgesia e suporte escrotal. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas complicações como abscesso escrotal ou infertilidade podem ocorrer se não tratada. É crucial orientar sobre práticas sexuais seguras.
Os principais sintomas incluem dor escrotal aguda e edema, que podem ser acompanhados de secreção uretral e piúria no exame de urina. Febre pode estar presente, mas não é obrigatória.
A ultrassonografia com Doppler é fundamental para diferenciar a epididimite da torção testicular. Na epididimite, o fluxo sanguíneo testicular é normal ou aumentado, enquanto na torção há ausência ou diminuição do fluxo.
Em adolescentes sexualmente ativos, as causas mais comuns são infecções sexualmente transmissíveis, principalmente Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae.
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