SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2021
Jovem de 17 anos apresenta dor na região escrotal e disúria há 03 dias. Ao exame: descarga uretral mucoide, incolor, dor e edema à palpação do epidídimo esquerdo. Nega traumas, febre ou queixas urinárias. Afirma ter tido relação sexual desprotegida 5 dias antes do início dos sintomas. Urinocultura negativa. O serviço não dispunha de coleta de material para microscopia. O tratamento indicado é:
Epididimite aguda em jovem sexualmente ativo → tratar empiricamente para clamídia (doxiciclina) e gonorreia (ceftriaxona).
Em jovens sexualmente ativos com epididimite aguda, a etiologia mais comum são as infecções sexualmente transmissíveis, principalmente Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. O tratamento empírico deve cobrir ambos os agentes, mesmo na ausência de confirmação laboratorial imediata, para evitar complicações como infertilidade.
A epididimite aguda é uma inflamação do epidídimo, que se manifesta com dor e edema escrotal. Em homens jovens e sexualmente ativos (<35 anos), a etiologia mais comum são as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), principalmente Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. A história de relação sexual desprotegida e a presença de descarga uretral (mesmo que incolor ou mucoide, sugerindo clamídia) reforçam essa suspeita. O diagnóstico é clínico, e a urinocultura negativa ajuda a descartar infecção do trato urinário como causa primária. Dada a dificuldade de diferenciação etiológica sem exames específicos e a importância de um tratamento rápido para evitar complicações como infertilidade, o tratamento empírico é a conduta padrão. A terapia combinada com ceftriaxona (para gonorreia) e doxiciclina (para clamídia) é a mais indicada. A ceftriaxona é administrada em dose única intramuscular, enquanto a doxiciclina é oral por 7 dias. É crucial também orientar o paciente sobre sexo seguro e a necessidade de tratamento da parceria sexual.
Em homens jovens e sexualmente ativos (<35 anos), as principais causas de epididimite aguda são infecções sexualmente transmissíveis, principalmente Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. Em homens mais velhos, a etiologia é geralmente bacteriana entérica.
O tratamento antibiótico recomendado para epididimite por IST é a combinação de ceftriaxona 500 mg IM dose única (para gonorreia) e doxiciclina 100 mg VO 12/12h por 7 dias (para clamídia), cobrindo os agentes mais prováveis.
A epididimite se diferencia pela dor e edema localizados no epidídimo, geralmente com início gradual. A torção testicular apresenta dor súbita e intensa, com elevação do testículo e reflexo cremastérico ausente. A ultrassonografia Doppler é crucial para o diagnóstico diferencial.
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