Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2020
Um homem de 22 anos procura seu médico por apresentar aumento moderadamente doloroso da hemibolsa escrotal à esquerda, percebido há cerca de dois dias. Alguns dias antes, apresentara certa ardência miccional, disúria, acompanhada de pequena quantidade de secreção uretral. Ao exame, verifica-se aumento do volume da hemibolsa escrotal esquerda, com dor à palpação.Quais são os sinais semiológicos e os mais possíveis achados no exame físico desse paciente?
Epididimite: Phren (+), reflexo cremastérico (+), Angel (–). Diferenciar de torção testicular.
O quadro clínico de dor escrotal, disúria e secreção uretral em um jovem sugere epididimite aguda, frequentemente associada a ISTs. Na epididimite, a elevação do testículo alivia a dor (Sinal de Phren positivo), o reflexo cremastérico está presente e o Sinal de Angel (elevação do testículo) é negativo, pois não há torção.
A dor escrotal aguda é uma queixa comum na emergência e exige uma avaliação rápida e precisa para diferenciar condições benignas de emergências cirúrgicas. A epididimite aguda é uma inflamação do epidídimo, geralmente causada por infecção, e é uma das causas mais frequentes de dor escrotal em homens jovens, frequentemente associada a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. O diagnóstico da epididimite baseia-se na história clínica e no exame físico. O paciente tipicamente apresenta dor escrotal unilateral de início gradual, inchaço e, frequentemente, sintomas urinários ou uretrites prévias. Ao exame físico, o epidídimo está aumentado, endurecido e doloroso à palpação. Os sinais semiológicos clássicos incluem o Sinal de Phren positivo (alívio da dor com a elevação do testículo), a presença do reflexo cremastérico (diferente da torção testicular, onde está ausente) e o Sinal de Angel negativo (não há elevação do testículo como na torção). O tratamento da epididimite aguda envolve antibióticos direcionados aos patógenos prováveis, analgésicos e repouso. É crucial diferenciar a epididimite da torção testicular, uma emergência urológica que requer intervenção cirúrgica imediata para preservar a viabilidade testicular. A falha em diagnosticar e tratar a torção testicular rapidamente pode levar à perda do testículo, ressaltando a importância de um exame físico detalhado e conhecimento dos sinais semiológicos.
Os sintomas incluem dor escrotal unilateral, inchaço, eritema, febre, disúria e, por vezes, secreção uretral. Ao exame, há dor à palpação do epidídimo.
O Sinal de Phren é positivo na epididimite (alívio da dor com a elevação do testículo) e negativo na torção testicular (a dor não melhora ou piora com a elevação).
Em homens jovens sexualmente ativos, a epididimite é frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis, como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae.
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