IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2024
Homem, 21 anos de idade, procura pronto-socorro por dor testicular à esquerda há dois dias. Nega febre e corrimento uretral. Ao exame físico, apresenta bom estado geral, afebril. Abdome plano, flácido e indolor. Ausência de hérnias inguinocrurais. Testículo esquerdo de volume aumentado, doloroso ao toque, com melhora da dor durante sua elevação. Realizou ultrassonografia com doppler do testículo, disponível a seguir:A conduta indicada para esse paciente é:
Dor testicular aguda em adulto jovem: Sinal de Prehn positivo + aumento de fluxo no Doppler → Epididimite aguda (ATB oral).
O sinal de Prehn positivo (melhora da dor com elevação testicular) e o aumento do fluxo sanguíneo no epidídimo à ultrassonografia Doppler são achados clássicos da epididimite aguda. Em adultos jovens, a etiologia mais comum é sexualmente transmissível, indicando antibioticoterapia oral.
A epididimite aguda é uma inflamação do epidídimo, que pode ser infecciosa ou não infecciosa, sendo uma causa comum de dor escrotal em homens. Em adultos jovens e sexualmente ativos, a etiologia mais frequente é bacteriana, geralmente associada a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. A fisiopatologia envolve a ascensão de bactérias da uretra para o epidídimo. Clinicamente, o paciente apresenta dor testicular unilateral, edema, eritema e, por vezes, febre. O sinal de Prehn positivo (alívio da dor com a elevação do testículo) é um achado clássico. A ultrassonografia com Doppler é fundamental para o diagnóstico diferencial, mostrando aumento do fluxo sanguíneo no epidídimo e, por vezes, no testículo adjacente (orquiepididimite), e excluindo torção testicular. O tratamento da epididimite aguda é ambulatorial e consiste em antibioticoterapia oral, analgésicos, anti-inflamatórios, repouso e suporte escrotal. A escolha do antibiótico depende da idade e dos fatores de risco do paciente, cobrindo os patógenos mais prováveis. É crucial o tratamento dos parceiros sexuais em casos de IST.
O sinal de Prehn é a melhora da dor testicular com a elevação do testículo. É classicamente positivo na epididimite e negativo na torção testicular, ajudando na diferenciação clínica.
Em homens sexualmente ativos com menos de 35 anos, os agentes mais comuns são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, sendo considerada uma infecção sexualmente transmissível.
O tratamento inclui antibioticoterapia oral direcionada aos patógenos prováveis (ex: ceftriaxone + doxiciclina para ISTs), repouso, analgésicos, anti-inflamatórios e suporte escrotal.
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