SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2022
Adolescente, 15 anos de idade, sexo masculino, vem à UBS trazido pela mãe, que informa modificações no comportamento do menor, apresentando-se agressivo em casa, e batendo nos irmãos menores. Trata-se do primeiro filho de uma prole de quatro, sendo o único do primeiro casamento, com 4 anos de diferença para o segundo irmão. Segundo a mãe, o menor mantinha um bom relacionamento em família mas, após ter sido surpreendido, há 3 meses, usando maconha em casa, foi repreendido e teve a mesada suspensa. Não tem contato com o pai. A agressividade se agravou ainda mais, após o término do relacionamento com a namorada, de 17 anos, há duas semanas. Desde então, passa grande parte do tempo trancado no quarto; não senta à mesa para as refeições e muitas vezes não se alimenta. Tem boa escolaridade e é considerado acima da média, mas faltou, pelo menos, dois dias à escola nas últimas semanas. Hoje, após uma briga, o adolescente mencionou que "preferia estar morto do que viver desse jeito”. Com relação à epidemiologia das mortes por suicídio no Brasil, pode se afirmar que essas mortes
A proibição de armas de fogo é um fator protetor que limita mortes por suicídio, especialmente em adolescentes.
A epidemiologia do suicídio no Brasil é complexa, mas a restrição ao acesso a meios letais, como armas de fogo, é reconhecida como uma medida eficaz de prevenção, limitando o número de mortes por suicídio. Fatores como idade, gênero, classe social e etnia influenciam as taxas, e idosos, por exemplo, apresentam taxas elevadas, contrariando a ideia de que seriam raras.
O suicídio é um grave problema de saúde pública global, com taxas crescentes em algumas populações, incluindo adolescentes. No Brasil, a epidemiologia do suicídio é multifacetada, influenciada por fatores socioeconômicos, culturais e de acesso a serviços de saúde mental. A ideação suicida e as tentativas são mais comuns do que as mortes, mas todas as manifestações devem ser levadas a sério. Fatores de risco para suicídio em adolescentes incluem transtornos mentais (depressão, ansiedade, transtornos de conduta), uso de substâncias, histórico familiar de suicídio, eventos estressores (término de relacionamento, problemas escolares), bullying e acesso a meios letais. A fisiopatologia subjacente envolve desequilíbrios neuroquímicos e vulnerabilidades psicológicas. O caso do adolescente ilustra múltiplos fatores de risco presentes. A prevenção do suicídio é uma prioridade da saúde pública. Estratégias eficazes incluem a identificação precoce de indivíduos em risco, o tratamento adequado de transtornos mentais, o desenvolvimento de habilidades de enfrentamento, o apoio social e, crucialmente, a restrição do acesso a meios letais. A proibição ou controle rigoroso de armas de fogo, por exemplo, é uma medida comprovadamente eficaz na redução das taxas de suicídio, pois diminui a impulsividade e a letalidade das tentativas. O manejo de um paciente com ideação suicida requer avaliação de risco imediata, plano de segurança e encaminhamento para acompanhamento psiquiátrico e psicológico.
Os principais fatores de risco incluem transtornos mentais (depressão, ansiedade), uso de substâncias, histórico familiar de suicídio, eventos estressores (perdas, conflitos), bullying, isolamento social e acesso a meios letais.
A maior disponibilidade de armas de fogo está associada a um aumento nas taxas de suicídio, pois facilitam a impulsividade e aumentam a letalidade das tentativas. A restrição ao acesso a esses meios é uma estratégia eficaz de prevenção.
As estratégias eficazes incluem a identificação precoce de indivíduos em risco, tratamento de transtornos mentais, desenvolvimento de habilidades de enfrentamento, apoio social, redução do estigma e restrição do acesso a meios letais, como armas de fogo e medicamentos.
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