Sarampo: Impacto da Migração e Vacinação na Incidência

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024

Enunciado

Quanto ao sarampo, o intenso fluxo migratório de países vizinhos, associado às baixas coberturas vacinais em vários municípios, em 2018, permitiu a reintrodução do vírus da doença no País. O Brasil havia recebido a certificação de País livre da doença em 2016. A respeito desse assunto, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A baixa cobertura vacinal gerou aumento da prevalência de sarampo, porém não da incidência.
  2. B) A imigração de pessoas portadoras do vírus do sarampo gerou redução da incidência dessa doença.
  3. C) A incidência de sarampo era maior em 2016 do que em 2018.
  4. D) A incidência de sarampo aumenta com o crescimento do fluxo migratório de países vizinhos e com a redução da cobertura vacinal.

Pérola Clínica

Baixa cobertura vacinal + fluxo migratório de áreas endêmicas → ↑ Incidência de doenças imunopreveníveis como sarampo.

Resumo-Chave

A reintrodução de uma doença eliminada, como o sarampo, é diretamente influenciada pela combinação de uma população suscetível (baixa cobertura vacinal) e a entrada de casos importados (fluxo migratório), resultando em aumento da incidência (novos casos).

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus RNA da família Paramyxoviridae. Antes da vacinação em massa, era uma das principais causas de mortalidade infantil globalmente. Caracteriza-se por febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e exantema maculopapular que se inicia na face e se espalha para o tronco e extremidades. A certificação de eliminação do sarampo no Brasil em 2016 foi um marco importante para a saúde pública, refletindo anos de esforços de vacinação e vigilância. A epidemiologia do sarampo é fortemente influenciada pela imunidade da população. A reintrodução do vírus, como ocorrido em 2018 no Brasil, é um exemplo clássico da interação entre fatores sociais e biológicos. A baixa cobertura vacinal cria 'bolsões' de suscetíveis, permitindo que o vírus se propague rapidamente uma vez introduzido. O fluxo migratório de regiões onde o sarampo ainda é endêmico atua como um vetor para a importação de casos, que então encontram terreno fértil para disseminação em populações não imunizadas. A incidência de uma doença, que representa a taxa de novos casos em uma população em risco durante um período, é o indicador mais sensível para monitorar a dinâmica de transmissão de doenças infecciosas. No contexto do sarampo, o aumento do fluxo migratório de pessoas potencialmente infectadas e a diminuição da cobertura vacinal são fatores que, em conjunto, elevam diretamente a incidência da doença, revertendo os ganhos obtidos com programas de eliminação. A vigilância epidemiológica e a manutenção de altas coberturas vacinais são cruciais para prevenir novos surtos.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre incidência e prevalência em epidemiologia?

Incidência mede o número de novos casos de uma doença em uma população durante um período específico, enquanto prevalência mede o número total de casos existentes (novos e antigos) em um ponto ou período.

Como a cobertura vacinal afeta a epidemiologia do sarampo?

Altas coberturas vacinais criam imunidade de rebanho, protegendo a população e reduzindo a circulação do vírus. Baixas coberturas aumentam a suscetibilidade e o risco de surtos.

Qual o papel do fluxo migratório na reintrodução de doenças eliminadas?

O fluxo migratório pode introduzir patógenos de áreas endêmicas para regiões onde a doença foi eliminada, especialmente se a população local tiver baixa imunidade.

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