Vacinação Meningocócica: Epidemiologia e Sorogrupos no Brasil

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2021

Enunciado

Em estratégias vacinais contra Neisseria meningitidis, o sorogrupo

Alternativas

  1. A) A tornou-se o mais prevalente mundialmente, após as extensas campanhas de vacinação realizadas no continente africano.
  2. B) B foi precocemente eliminado da maior parte dos países ocidentais, uma vez que foi o primeiro para o qual uma vacina eficaz foi desenvolvida.
  3. C) Y e sua maior gravidade nas meningites no primeiro ano de vida são a principal razão para sua inclusão recente no calendário vacinal infantil brasileiro.
  4. D) C suplantou o B e tornou-se o predominante no Brasil, nas últimas duas décadas, fato que tem guiado as políticas públicas de vacinação.

Pérola Clínica

No Brasil, sorogrupo C suplantou B como predominante, guiando políticas de vacinação meningocócica.

Resumo-Chave

A epidemiologia da doença meningocócica é dinâmica e varia geograficamente. No Brasil, o sorogrupo C tornou-se o mais prevalente, o que justificou a inclusão da vacina meningocócica C conjugada no calendário infantil e a subsequente vacina ACWY para maior proteção.

Contexto Educacional

A doença meningocócica invasiva (DMI) é uma infecção grave causada pela bactéria Neisseria meningitidis, com alta morbimortalidade, especialmente em crianças. A epidemiologia da DMI é complexa e varia globalmente, sendo influenciada pela circulação de diferentes sorogrupos (A, B, C, W, Y, X). No Brasil, a vigilância epidemiológica demonstrou uma mudança na prevalência, com o sorogrupo C tornando-se o mais comum nas últimas décadas, o que direcionou as políticas de saúde pública. O diagnóstico da DMI é clínico e laboratorial, com a identificação do agente etiológico por cultura ou PCR. A suspeita deve ser alta em casos de febre, cefaleia, rigidez de nuca, petéquias e alteração do nível de consciência. A prevenção é a principal estratégia de controle, e as vacinas são ferramentas eficazes para reduzir a incidência da doença e suas complicações. As estratégias vacinais são adaptadas à realidade epidemiológica de cada país. No Brasil, a inclusão da vacina meningocócica C conjugada no calendário infantil e a posterior recomendação da vacina ACWY para adolescentes e em situações específicas refletem a necessidade de proteção contra os sorogrupos mais circulantes. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam atualizados sobre as recomendações vacinais e a epidemiologia local para um manejo adequado e prevenção da DMI.

Perguntas Frequentes

Quais sorogrupos de Neisseria meningitidis são mais relevantes no Brasil?

Historicamente, o sorogrupo C suplantou o B como o mais prevalente no Brasil, embora outros sorogrupos como W e Y também tenham ganhado importância em algumas regiões, levando à recomendação da vacina ACWY.

Como a epidemiologia da meningite afeta as estratégias vacinais?

A vigilância epidemiológica contínua é crucial para identificar os sorogrupos circulantes e adaptar as estratégias vacinais, garantindo que as vacinas oferecidas protejam contra os tipos mais prevalentes na população.

Qual a importância da vacina meningocócica conjugada C no calendário infantil brasileiro?

A vacina meningocócica C conjugada foi incluída no calendário infantil devido à alta prevalência do sorogrupo C no Brasil, visando reduzir a incidência da doença invasiva e suas sequelas graves em crianças.

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