SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
Sobre a epidemiologia das meningites bacterianas no Brasil, considere as seguintes sentenças: I - A Neisseria meningitidis é um dos principais agentes etiológicos em crianças maiores de 2 meses. II - A introdução da vacina conjugada DTP reduziu significativamente a incidência da meningite em território nacional. III - Em lactentes até 2 meses, os agentes causadores mais comuns são Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae tipo b. Assinale CORRETAMENTE.
Meningite bacteriana: N. meningitidis principal agente em >2 meses. Em <2 meses, GBS, E. coli, Listeria. Vacinas Hib e Pneumocócica reduziram incidência.
A epidemiologia da meningite bacteriana varia com a idade e o status vacinal. Em crianças maiores de 2 meses, Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae são os principais agentes. Em lactentes menores de 2 meses, os agentes mais comuns são Streptococcus agalactiae (GBS), Escherichia coli e Listeria monocytogenes. A vacinação com Hib e pneumocócica conjugada teve um impacto significativo na redução da incidência.
A meningite bacteriana é uma infecção grave das meninges que permanece como um desafio de saúde pública no Brasil, apesar dos avanços na vacinação. A epidemiologia da doença é dinâmica e varia conforme a faixa etária e a cobertura vacinal. Em crianças maiores de 2 meses, a Neisseria meningitidis (meningococo) é um dos principais agentes etiológicos, responsável por surtos e casos esporádicos, seguida pelo Streptococcus pneumoniae (pneumococo), que também é uma causa importante em todas as idades. Em lactentes até 2 meses de idade, a etiologia difere significativamente. Nesse grupo, os agentes mais comuns são o Streptococcus agalactiae (Estreptococo do Grupo B - GBS), a Escherichia coli e a Listeria monocytogenes, geralmente adquiridos verticalmente da mãe. É crucial reconhecer essa distinção para iniciar a antibioticoterapia empírica adequada. A introdução da vacina conjugada contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e das vacinas pneumocócicas conjugadas no calendário vacinal brasileiro reduziu drasticamente a incidência de meningites causadas por esses patógenos, demonstrando o impacto positivo da imunização. Para residentes e profissionais de medicina, o conhecimento da epidemiologia da meningite bacteriana é fundamental para a suspeição clínica, o diagnóstico precoce e a escolha da antibioticoterapia empírica, que deve ser guiada pela idade do paciente e pelos padrões de resistência locais. A vigilância epidemiológica contínua e a alta cobertura vacinal são estratégias essenciais para o controle da doença no país, minimizando a morbimortalidade associada a essa grave infecção.
Em crianças maiores de 2 meses, os principais agentes etiológicos da meningite bacteriana são a Neisseria meningitidis (meningococo) e o Streptococcus pneumoniae (pneumococo). O Haemophilus influenzae tipo b (Hib) também era comum, mas sua incidência diminuiu drasticamente após a introdução da vacina conjugada.
Em lactentes até 2 meses de idade (período neonatal e pós-neonatal precoce), os agentes etiológicos mais comuns da meningite bacteriana são o Streptococcus agalactiae (Estreptococo do Grupo B - GBS), a Escherichia coli e a Listeria monocytogenes. Estes são frequentemente adquiridos durante o parto ou no período perinatal.
As vacinas que tiveram o maior impacto na redução da incidência de meningite bacteriana no Brasil foram a vacina conjugada contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e as vacinas pneumocócicas conjugadas (PCV10 ou PCV13), que protegem contra o Streptococcus pneumoniae. A vacina meningocócica C conjugada e, mais recentemente, a ACWY, também contribuíram para a redução da doença meningocócica.
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