IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021
Leucemia é o câncer que tem origem na medula óssea, onde são produzidas as células do sangue. Sobre a leucemia, assinale a alternativa INCORRETA:
Leucemia pediátrica: LLA é a mais comum (75-80%), LMC é rara (<5%).
A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é o tipo mais comum de leucemia na faixa etária pediátrica, representando cerca de 75-80% dos casos. A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) é rara em crianças, correspondendo a apenas 2-3% dos casos, tornando a afirmação da alternativa A incorreta.
As leucemias são neoplasias hematológicas que se originam na medula óssea, caracterizadas pela proliferação descontrolada de células sanguíneas imaturas. Na pediatria, a Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é disparadamente a mais frequente, com pico de incidência entre 2 e 5 anos de idade, enquanto a Leucemia Mieloide Crônica (LMC) é uma condição rara nessa faixa etária. O diagnóstico de leucemia aguda é estabelecido pela análise da medula óssea (mielograma), que demonstra a presença de mais de 20% de blastos. Os sintomas iniciais são inespecíficos e resultam da falência medular, como anemia (palidez, fadiga, dispneia, podendo levar à insuficiência cardíaca em casos graves de LMA), trombocitopenia (sangramentos) e leucopenia (infecções). A LMA, em particular, pode cursar com anemia mais intensa. O tratamento das leucemias agudas é complexo e envolve quimioterapia intensiva. Para a LMA, após a indução de remissão, o transplante de células-tronco hematopoéticas (transplante de medula óssea) com doador HLA compatível é uma opção terapêutica crucial, especialmente para pacientes de alto risco, oferecendo a melhor chance de cura. O prognóstico tem melhorado significativamente com os avanços terapêuticos.
A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é o tipo mais comum de leucemia na infância, representando aproximadamente 75-80% de todos os casos de leucemia pediátrica.
O diagnóstico de leucemia aguda é confirmado pelo mielograma, que revela a presença de mais de 20% de blastos (células imaturas) na medula óssea, conforme os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O transplante de medula óssea, com doador HLA compatível, é frequentemente considerado o tratamento de escolha para a leucemia mieloide aguda (LMA) após a indução de remissão inicial, especialmente em pacientes com fatores de alto risco, visando a cura da doença.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo