PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
No período de 1980 a 2023, foram registrados mais de 1 milhão de casos de AIDS no Brasil. Sobre a situação epidemiológica da infecção pelo HIV e da AIDS no Brasil, é CORRETO afirmar:
Epidemiologia da AIDS no Brasil (1980-2023) → concentração em homens jovens, na faixa etária de 25 a 39 anos.
O perfil epidemiológico da AIDS no Brasil, apesar de mudanças como a pauperização e feminização, mantém uma concentração marcante na população de homens jovens, na faixa etária de 25 a 39 anos, que corresponde ao pico de atividade sexual e produtiva.
A epidemia de AIDS no Brasil começou na década de 1980, concentrada em homens que faziam sexo com homens (HSH) de maior poder aquisitivo nos grandes centros urbanos. Ao longo das décadas, o perfil epidemiológico sofreu transformações importantes, como a heterossexualização, feminização, interiorização e pauperização. Apesar dessas mudanças, dados consolidados de 1980 a 2023, conforme os Boletins Epidemiológicos do Ministério da Saúde, mostram que a maior carga da doença ainda se concentra em homens. A faixa etária mais acometida consistentemente tem sido a de adultos jovens, entre 25 e 39 anos, refletindo o período de maior vulnerabilidade e exposição sexual. A resposta brasileira à epidemia, com acesso universal e gratuito à terapia antirretroviral (TARV) desde 1996, é um marco global e alterou drasticamente o prognóstico da infecção, transformando-a em uma condição crônica manejável. No entanto, desafios persistem, como a alta incidência em populações-chave e a necessidade de fortalecer as estratégias de prevenção combinada.
As tendências atuais incluem uma redução na taxa de mortalidade devido à terapia antirretroviral (TARV), uma diminuição na transmissão vertical, e um aumento preocupante na incidência entre jovens, especialmente homens que fazem sexo com homens (HSH).
Essa taxa é um indicador chave para monitorar a eficácia das políticas de prevenção da transmissão vertical do HIV. Uma taxa em queda, como a observada no Brasil, indica sucesso nas estratégias de testagem no pré-natal, uso de TARV e substituição do aleitamento materno.
'Pauperização' refere-se ao deslocamento da epidemia para populações com menor nível socioeconômico. 'Feminização' descreve o aumento progressivo da proporção de mulheres entre os casos, principalmente por transmissão heterossexual, embora os homens ainda sejam a maioria.
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