Epidemiologia das Doenças Infectocontagiosas no Brasil

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2015

Enunciado

Assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) na hanseníase, o tatu, o macaco e o chimpanzé são os principais reservatórios. Para ser considerado caso de hanseníase, a pessoa deve apresentar lesões de pele, acometimento de nervos e baciloscopia positiva.
  2. B) a feminização da AIDS passou a ocorrer após os anos 1980, sendo a faixa etária mais acometida dos 25 aos 34 anos.
  3. C) somente o mosquito da espécie Aedes aegypti pode transmitir a dengue.
  4. D) quando a gestante e o seu parceiro são HIV positivos, a transmissão vertical da AIDS é inevitável.
  5. E) nenhuma das anteriores.

Pérola Clínica

AIDS no Brasil → Feminização e pauperização marcantes a partir dos anos 80/90.

Resumo-Chave

A epidemia de HIV no Brasil evoluiu de grupos específicos para a população geral, com aumento expressivo de casos em mulheres e adultos jovens (25-34 anos).

Contexto Educacional

A saúde pública brasileira enfrenta desafios dinâmicos com doenças infectocontagiosas. A hanseníase, por exemplo, exige diagnóstico clínico baseado em lesões de pele com alteração de sensibilidade ou comprometimento de nervos periféricos, sendo o humano o principal reservatório. No campo das arboviroses, a vigilância entomológica deve considerar múltiplos vetores. Já no HIV/AIDS, a mudança no perfil epidemiológico para mulheres e jovens exige estratégias de prevenção focadas em vulnerabilidades sociais e educação em saúde reprodutiva.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza o fenômeno da feminização da AIDS?

A feminização refere-se ao aumento proporcional de casos de AIDS entre mulheres em comparação aos homens. No início da epidemia (anos 80), a razão era de cerca de 20 homens para cada mulher; atualmente, essa razão está próxima de 1,5 para 1. A faixa etária mais atingida é a de adultos jovens, entre 25 e 34 anos, refletindo a interiorização e heterossexualização da epidemia.

O Aedes aegypti é o único transmissor da dengue?

Não. Embora o Aedes aegypti seja o principal vetor nas Américas e em áreas urbanas, o Aedes albopictus também é um vetor competente para o vírus da dengue (além de Zika e Chikungunya). O albopictus tem hábitos mais peridomiciliares e rurais, mas sua presença em áreas urbanas brasileiras é significativa, mantendo o risco de transmissão.

A transmissão vertical do HIV é inevitável se ambos os pais forem positivos?

Absolutamente não. Com o uso adequado da Terapia Antirretroviral (TARV) pela gestante para atingir carga viral indetectável, profilaxia intraparto com AZT (se necessário) e manejo adequado do recém-nascido (incluindo a não amamentação), o risco de transmissão vertical cai para menos de 1-2%, independentemente do status sorológico do parceiro.

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