CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2018
Dentre os dados epidemiológicos listados abaixo que se relacionam a atuais diretrizes, somente não podemos aceitar como correto o seguinte item:
Mortalidade por doença cerebrovascular no Brasil tem tendência de *diminuir*, não aumentar.
Embora a doença cerebrovascular seja uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil, as taxas de mortalidade têm mostrado uma tendência de queda nas últimas décadas, refletindo avanços no tratamento e prevenção. A alternativa D está incorreta ao afirmar um aumento.
A doença cerebrovascular, com destaque para o Acidente Vascular Cerebral (AVC), representa um grave problema de saúde pública no Brasil, sendo uma das principais causas de morbimortalidade e a principal causa de incapacidade neurológica em adultos. Historicamente, o Brasil tem apresentado um perfil epidemiológico peculiar, onde a mortalidade por doenças cerebrovasculares muitas vezes supera a por doenças coronarianas, diferenciando-se de alguns países ocidentais. No entanto, é crucial entender as tendências epidemiológicas recentes. Embora o AVC continue sendo uma condição devastadora, os dados oficiais de mortalidade no Brasil têm revelado uma tendência de *declínio* nas taxas de mortalidade por doença cerebrovascular nas últimas décadas. Essa redução é multifatorial, atribuída a avanços no controle de fatores de risco (como hipertensão e diabetes), melhorias no tratamento agudo (como a implementação de unidades de AVC e terapias de reperfusão), e maior conscientização da população. Para residentes, é fundamental estar atualizado com esses dados para compreender a dinâmica das doenças crônicas no país. Reconhecer que, apesar da gravidade, há uma tendência de melhora na mortalidade por AVC, permite uma visão mais otimista e direciona esforços para a manutenção e aprimoramento das estratégias de prevenção primária, tratamento agudo e reabilitação, visando reduzir ainda mais o impacto dessa doença na população brasileira.
A doença cerebrovascular, incluindo o Acidente Vascular Cerebral (AVC), tem sido historicamente uma das principais causas de morte no Brasil, frequentemente superando a doença coronariana em algumas análises, e é a principal causa de incapacidade neurológica em adultos.
A tendência de queda na mortalidade por AVC pode ser atribuída a diversos fatores, como melhor controle dos fatores de risco (hipertensão, diabetes), avanços no tratamento agudo (trombólise, trombectomia), melhoria na atenção primária e secundária, e maior acesso a serviços de saúde.
Além da alta mortalidade, o AVC é a principal causa de incapacidade neurológica permanente ou temporária em adultos, gerando um grande impacto na qualidade de vida dos pacientes e suas famílias, além de custos significativos para o sistema de saúde com reabilitação e cuidados de longo prazo.
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