SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2021
A situação atual das doenças transmissíveis causa um grande impacto nos dados de morbidade do Brasil, com destaque para aquelas que têm associações com as condições sanitárias, econômicas, ambientais e sociais. Em relação ao cenário de saúde brasileiro, referente à ocorrência de dengue, chikungunya e zika nos períodos de janeiro a julho de 2018 e de 2019, assinale a alternativa correta.
Dengue Brasil: aumento >500% casos prováveis jan-jul 2018-2019, impactando saúde pública.
A vigilância epidemiológica das arboviroses é crucial no Brasil, com a dengue apresentando variações anuais significativas que impactam a saúde pública e exigem monitoramento constante e ações preventivas eficazes.
A dengue, chikungunya e zika são arboviroses de grande impacto na saúde pública brasileira, com a dengue sendo a mais prevalente e com maior potencial epidêmico. A compreensão da epidemiologia dessas doenças é fundamental para a atuação médica, especialmente em regiões endêmicas. Os dados de morbidade e mortalidade são cruciais para o planejamento de ações de prevenção e controle. A dinâmica de transmissão dessas doenças é complexa, influenciada por fatores ambientais, sociais e econômicos. O monitoramento contínuo dos casos, a identificação dos sorotipos circulantes e a análise das taxas de letalidade são essenciais para antecipar surtos e direcionar as campanhas de saúde pública. A variação anual no número de casos de dengue, por exemplo, exige atenção constante. Para residentes, é vital entender não apenas o quadro clínico e o manejo individual, mas também a dimensão epidemiológica das arboviroses. A capacidade de interpretar dados de saúde pública e reconhecer tendências é uma habilidade importante para a prática clínica e para a participação em programas de saúde coletiva.
Os principais arbovírus circulantes no Brasil são Dengue (DENV), Chikungunya (CHIKV) e Zika (ZIKV), transmitidos principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, causando grande impacto na saúde pública.
A vigilância epidemiológica monitora a dengue através da notificação compulsória de casos, análise de dados de incidência, letalidade, circulação de sorotipos e distribuição geográfica, permitindo a identificação de surtos e epidemias.
Fatores como condições climáticas favoráveis à proliferação do Aedes aegypti, urbanização desordenada, saneamento básico inadequado e a circulação de novos sorotipos ou a reintrodução de sorotipos antigos contribuem para o aumento dos casos.
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