Dengue: Impacto da Cocirculação de Sorotipos no Brasil

HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2019

Enunciado

A dengue constitui um importante problema de saúde pública no Brasil e o combate ao vetor é o único fator passível de controle da doença. Sobre a dengue, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) O cálculo do índice de infestação predial (IIP) é utilizado para monitorar o vetor Aedes aegypti nos locais onde ocorreram óbitos decorrentes da doença.
  2. B) É uma doença de notificação compulsória, apesar da investigação se tornar obrigatória somente quando se trata dos primeiros casos de dengue clássica diagnosticados em uma área, ou quando houver suspeita de dengue hemorrágica.
  3. C) Com a introdução do sorotipo 4 e a cocirculação dos sorotipos 1, 2 e 3, o país vem sofrendo várias epidemias até o momento.
  4. D) Os vetores são mosquitos e os cães que persistem na natureza mediante o ciclo de transmissão para o homem.

Pérola Clínica

Dengue: Cocirculação de múltiplos sorotipos (DENV-1,2,3,4) ↑ risco de epidemias e formas graves.

Resumo-Chave

A dengue é uma arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A cocirculação de múltiplos sorotipos (DENV-1, 2, 3 e 4) no Brasil aumenta significativamente o risco de epidemias e de formas mais graves da doença, devido à possibilidade de infecções secundárias por sorotipos diferentes, que podem levar a quadros mais severos.

Contexto Educacional

A dengue é uma das arboviroses de maior impacto na saúde pública global e, em particular, no Brasil. Causada por um flavivírus, apresenta quatro sorotipos distintos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). A infecção por um sorotipo confere imunidade permanente apenas para aquele sorotipo, tornando o indivíduo suscetível a infecções subsequentes pelos outros sorotipos. A cocirculação desses sorotipos no país é um fator crítico, pois infecções secundárias por um sorotipo diferente aumentam significativamente o risco de desenvolver formas graves da doença, como a dengue com sinais de alarme e a dengue grave (anteriormente conhecida como dengue hemorrágica). O vetor principal da dengue é o mosquito Aedes aegypti, um mosquito urbano que se reproduz em recipientes com água parada. O combate ao vetor é a estratégia mais eficaz para o controle da doença, uma vez que não há tratamento antiviral específico e a vacinação ainda tem cobertura limitada. Medidas como a eliminação de criadouros, uso de repelentes e telas, e ações de vigilância epidemiológica, incluindo o cálculo do Índice de Infestação Predial (IIP), são essenciais para monitorar e controlar a população do mosquito. A dengue é uma doença de notificação compulsória, o que permite às autoridades de saúde acompanhar sua incidência e planejar intervenções. Para residentes, é fundamental compreender a dinâmica da transmissão da dengue, os fatores de risco para as formas graves e as estratégias de controle do vetor. A capacidade de identificar os sorotipos circulantes e entender seu impacto na epidemiologia da doença é crucial para a tomada de decisões em saúde pública e na prática clínica. A informação de que cães são vetores da dengue é incorreta; a transmissão é exclusivamente mosquito-humano.

Perguntas Frequentes

Quais são os sorotipos do vírus da dengue e qual a importância da cocirculação?

Existem quatro sorotipos do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). A cocirculação de múltiplos sorotipos aumenta o risco de infecções secundárias por um sorotipo diferente, o que é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de formas mais graves da doença, como a dengue hemorrágica.

Qual o principal vetor da dengue e como é feito seu controle?

O principal vetor da dengue é o mosquito Aedes aegypti. O controle é focado na eliminação de seus criadouros, que são locais com água parada, por meio de ações de saneamento básico, educação em saúde e uso de larvicidas e inseticidas em situações específicas.

A dengue é uma doença de notificação compulsória?

Sim, a dengue é uma doença de notificação compulsória em todo o território nacional. Todos os casos suspeitos devem ser notificados às autoridades de saúde para monitoramento epidemiológico e implementação de medidas de controle.

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