UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
Com relação à situação de saúde da população brasileira, assinale a afirmativa INCORRETA:
Diabetes é fator de risco cardiovascular, mas seu diagnóstico e tratamento nem sempre são fáceis ou suficientes para prevenir DCV.
A afirmativa sobre o diabetes ser de 'fácil diagnóstico' e seu tratamento 'poder prevenir' a doença cardiovascular é incorreta, pois o diabetes frequentemente é subdiagnosticado ou diagnosticado tardiamente, e mesmo com tratamento, o controle glicêmico e de outros fatores de risco é complexo e nem sempre impede a progressão da doença cardiovascular.
A situação de saúde da população brasileira é marcada por um perfil epidemiológico complexo, com a coexistência de doenças transmissíveis e o crescente ônus das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). As doenças cardiovasculares, em particular, representam a principal causa de mortalidade e morbidade, com um impacto desproporcional em populações de menor renda, contrariando a percepção de que seriam doenças exclusivas de classes mais abastadas. O diabetes mellitus é um fator de risco crucial para doenças cardiovasculares, mas a afirmativa de que é de 'fácil diagnóstico' e que seu tratamento 'pode prevenir' a doença cardiovascular é incorreta. O diabetes frequentemente é subdiagnosticado, e seu manejo é complexo, exigindo controle multifatorial (glicemia, pressão arterial, lipídios) para mitigar o risco cardiovascular, que persiste mesmo com tratamento otimizado. A prevenção primária e secundária da doença cardiovascular em diabéticos é um desafio contínuo. Outros aspectos relevantes incluem a queda na mortalidade ajustada por idade para doenças respiratórias crônicas como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e asma, a alta prevalência de transtornos mentais comuns (depressão e ansiedade) na população adulta, e a mudança no perfil das vítimas de acidentes de trânsito, com motociclistas emergindo como um grupo de alta vulnerabilidade, somando-se a pedestres e ocupantes de carros.
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, afetando desproporcionalmente a população mais pobre e causando mortes prematuras, contrariando a ideia popular de que seriam 'doenças de ricos'.
Cerca de 30% dos adultos brasileiros apresentam transtornos mentais comuns, como estados mistos de depressão e ansiedade, e 5 a 10% sofrem de depressão pelos critérios da Classificação Internacional de Doenças (CID-10).
Pedestres e ocupantes de carros tradicionalmente são as principais vítimas, mas nos últimos anos, os motociclistas têm se tornado um grupo de alta vulnerabilidade e representam uma parcela crescente dos óbitos e lesões.
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