SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2020
Um paciente de 28 anos de idade chega à emergência do pronto-socorro levado por ambulância após acidente automobilístico a caminho do trabalho em metrópole brasileira, com atendimento pré-hospitalar pela equipe da SAMU, iniciado oito minutos após o chamado. Na chegada à emergência, encontra-se em maca rígida, com colar cervical, com ficha de atendimento pré-hospitalar indicando pressão arterial = 96 mmHg x 64 mmHg, frequência cardíaca = 102 bpm, frequência respiratória = 20 ipm, saturação de oxigênio = 94%, regular estado geral, mucosas úmidas e hipocoradas, escala de coma de Glasgow 12, pupilas isocóricas e fotorreagentes, ausculta pulmonar e cardíaca sem particularidades, abdome globoso, sem sinais de peritonismo, tempo de enchimento capilar de dois segundos, impressão de nítida fratura de membro inferior esquerdo e membro superior direito. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir. Os acidentes, como o descrito, correspondem à segunda maior causa de morte por causas externas no Brasil.
Causas externas no Brasil: 1º Homicídios, 2º Acidentes de trânsito.
No cenário epidemiológico brasileiro, a violência interpessoal lidera as causas externas, seguida imediatamente pelos acidentes de transporte terrestre, afetando majoritariamente homens jovens.
O estudo da epidemiologia das causas externas é fundamental para a gestão em saúde pública e para o planejamento de serviços de emergência. No Brasil, o perfil epidemiológico é marcado por uma transição onde as causas externas ganharam relevância frente às doenças infectocontagiosas ao longo das últimas décadas. O conhecimento da hierarquia dessas causas (homicídios seguidos de acidentes de trânsito) é frequentemente cobrado em provas de Medicina Preventiva e Cirurgia do Trauma, exigindo que o residente compreenda não apenas o manejo clínico do trauma, mas também seu contexto social e estatístico.
As causas externas compreendem acidentes e violências. Historicamente, os homicídios ocupam a primeira posição no ranking de mortalidade por causas externas no Brasil, seguidos pelos acidentes de transporte terrestre (ATT). Juntos, esses dois grupos representam a vasta maioria dos óbitos por causas externas, com um impacto desproporcional na população masculina e jovem.
Além da alta mortalidade, os acidentes de trânsito geram uma carga significativa de morbidade. Eles resultam em sequelas permanentes, longos períodos de internação hospitalar e alto custo para o SUS, exigindo recursos complexos de reabilitação e atendimento de urgência e emergência.
A população de adultos jovens, especificamente entre 15 e 39 anos, é a mais atingida. As causas externas são a principal causa de morte nesta faixa etária no Brasil, o que acarreta um elevado impacto socioeconômico devido aos anos de vida potenciais perdidos.
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